sábado, 15 de maio de 2010

Artes no contexto escolar

A atividade mais siginificativa desta semana foi o teatro da história " O segredo da lagartixa", de Lecticia Dansa e Salmo Dansa, Editora FTD.
(Texto adaptado)
O segredo da lagartixa:

NO JARDIM DAS MARGARIDAS
BEM ONDE O SOL DESPONTAVA,
VIVIA UMA LAGARTIXA
E DELA NINGUÉM GOSTAVA.


ERA UM JARDIM TÃO BONITO!
ONDE O PERFUME E AS CORES
DISPUTAVAM, LADO A LADO,
O ENCANTAMENTO DAS FLORES.

A LAGARTIXA FLOZÔ
(ELA SE CHAMAVA ASSIM),
NÃO GOSTAVA DOS VIZINHOS QUE VIVIAM NO JARDIM.

SOMENTE UMA CAIXINHA
DE SEGREDOS ADORAVA
ERA TUDO O QUE ELA TINHA
E SÓ PARA SI GUARDAVA.


NEM PARA SEU ÚNICO AMIGO
MOSTRAVA AQUELE TESOURO,
O MÉDICO DO JARDIM
O SÁBIO DOUTOR BESOURO.


PASSAVAM DIAS, SEMANAS,
CORRIAM MESES TAMBÉM,
MAS AQUELE SEU SEGREDO
NÃO MOSTRAVA PRA NINGUÉM.


UM DIA...QUE DESESPERO!
FLOZÔ SENTIU UMA DOR,
FOI CORRENDO PROCURAR
O SEU AMIGO DOUTOR.


A PATINHA DE FLOZÔ
NÃO PODIA SE MOVER
ESTAVA DOENDO MUITO
UMA DOR DE ENLOUQUECER!


MUITO REMÉDIO, INFUSÃO,
A LAGARTIXA TOMOU,
COMPRIMIDOS, INJEÇÃO,
NEM POR ISSO MELHOROU.


A SUA OUTRA PATINHA
TAMBÉM IMÓVEL FICOU.
DEPOIS FOI OUTRA... E OUTRA...
TODO O SEU CORPO PAROU!


O QUE SERÁ, MEU AMIGO,
QUE ESTÁ ACONTECENDO?
EU ESTOU VIRANDO ESTÁTUA!
ACHO QUE ESTOU MORRENDO!


E O BESOURO RESPONDEU:
PARA VOCÊ SE CURAR,
O SEGREDO DA CAIXINHA
VOCÊ DEVE REVELAR.

O EGOÍSMO É UM MAL
QUE ATACA MUITA GENTE,
POR ISSO QUE A HUMANIDADE
QUASE TODA ESTÁ DOENTE.


FLOZÔ NÃO TEVE OUTRO JEITO,
MANDOU OS BICHOS CHAMAR.
E AFINAL O SEU SEGREDO
ELA RESOLVEU REVELAR.


AO VER EXCLAMARAM OS LEÕES,
OS MAIS VELHOS DO JARDIM,
QUE BELEZA, COMO PÔDE
GUARDAR UM SEGREDO ASSIM!


OS NOSSOS AMIGOS CACHORROS
E OS GATOS TAMBÉM
CHEGARAM PARA VER.
QUE MARAVILHA! ELES DISSERAM,
É MESMO DE ENLOUQUECER!


VIERAM AS ONÇAS, BEM DENGOSAS,
FORAM CHEGANDO DEVAGAR.
QUE LINDO! MAS QUE LOUCURA!
ISSO É ESPETACULAR!


OS URSOS GOSTARAM MUITO
(E OS PÁSSAROS TAMBÉM)
DO SEGREDO QUE FLOZÔ
NÃO MOSTRAVA A NINGUÉM.


LOGO VIERAM AS MACACAS
MUITO ELEGANTES E FATAIS,
E FORAM DIZENDO: BACANA
ISSO É SENSACIONAL!


AS OVELHAS GOSTARAM TANTO
DO SEGREDO DE FLOZÔ
QUE COMEÇARAM A CANTAR,
DE TÃO FELIZ QUE FICARAM!


TODOS CANTARAM E DANÇARAM
NUMA ALEGRIA GERAL,
O JARDIM FICOU MAIS LINDO
EM CLIMA DE CARNAVAL.


NO FINAL, TODOS SE FORAM
E A LAGARTIXA SAROU.
IMAGINE, ELA SORRIU!
IMAGINE, ELA CHOROU!



POIS TER AMIGOS QUERIDOS
É A MAIOR EMOÇÃO:
TER COM QUEM PARTILHAR A VIDA,
DIVIDIR O CORAÇÃO!


AGORA, MEU AMIGUINHO,
VOCÊ PODE ADIVINHAR
O QUE HAVIA NA CAIXINHA?
ERA MUITO AMOR PARA DAR!


Após conhecerem e ilustrarem a história, escrevi no quadro os nomes dos personagens e os alunos disseram o que gostariam de representar,após juntamos as duas turmas de segundo ano para ensaio,( o teatro envolveu as duas turmas de alfabetização da escola e foi apresentado no sábado, dia 15 de Maio, na festa da família), eu fiz o papel de narradora, as crianças representariam, mas não tinham nada para falar no script.
Outro dia fizeram as máscaras, pintaram, enfeitaram e colaram em papel cartaz, com exceção do besouro, que usará no dia da apresentação roupa preta e capa, e da lagartixa, que usará roupa verde e fará maquiagem especial.
Ensaiamos diversas vezes durante 3 dias e houve muito envolvimento e interesse por parte das turmas.
“ O teatro, no contexto escolar, possui diversas abordagens, que se modificaram conforme as modificações da própria educação. Inicialmente foi utilizada como um instrumento, uma forma para o aprendizado dos mais diversos conteúdos, das diversas áreas do conhecimento. Somente mais tarde, o teatro passou a ser considerado uma disciplina, uma linguagem com características próprias e que por si constrói conhecimentos. Um conhecimento que ultrapassa a ideia do desenvolvimento de uma expressividade ou de desenibição, mas que possibilita também o desenvolvimento a operatoriedade ( FURTH, 1987, p. 178), na medida em que os alunos atores precisam articular diferentes perspectivas de uma mesma ação para resolverem os problemas de cena. O fazer teatral também torna possível uma maior compreensão por parte do indivíduo de si e de o mundo que o cerca, pois exige uma reestruturação física e mental para tornar materiais e artísticas as ideias que pretende comunicar. O aluno- ator reconstrói uma forma de agir em cena e de pensar, fazendo relações entre o mundo cotiodiano e a cena, construindo uma nova maneira de representar suas ações e refletir sobre o ambiente em que vive.”
Forma de abordagem dramática na educação Ana Caroline Muller Fuchs

domingo, 9 de maio de 2010

Blog do portfólio

Na escola que trabalho está acontecendo brigas freqüentes com agressão física por parte de um aluno meu na hora do recreio, quando voltam do recreio muitos reclamam. Conversei com as crianças e muitas brigas surgem porque chamam este menino de gordinho, de baleia assassina, enfim, o provocam com brincadeiras inadequadas, isto mostra o preconceito existente. Já postei nas atividades semanais e relatei diversos trabalhos realizados na turma sobre a diversidade e a importância de valorizar as diferenças, no entanto este trabalho precisa ser intensificado, o preconceito a este aluno existe desde o ano anterior. Este aluno anda muito agressivo e suas brigas surgem até quando não é ofendido, isso faz com que muitos colegas se afastem, percebo que as vezes quer ajudar um colega a fazer uma atividade ou quer se aproximar até para brincar com alguns e não é aceito, pois tem medo de ser agredidos.Durante a aula não se agridem, mas o momento do recreio é bem complicado. Na próxima semana realizaremos atividades com uma historinha que fala sobre ao amor, conversaremos mais sobre a importância de respeitar e amar as pessoas como são, independente das características físicas, após o dia 15, sábado da família, organizaremos uma saída de campo para o cinema, pretendemos ver o filme “Como treinar seu dragão”, o filme tem como moral a importância de aceitar todos como são, de não brigar. Fiz um parecer descritivo do menino para a mãe levá-lo ao Psicólogo, está com a auto-estima baixa e é importante conversar com um profissional da área da saúde.
Percebi que através de meus estudos e troca de experiências neste curso de Pedagogia na UFRGS estou crescendo como profissional, minha visão mudou, pois já tive outras turmas com problemas de relacionamento devido a preconceito e não fazia um trabalho sobre diversidade de encontro as suas necessidades, estava preocupada demais com os conteúdos da série e achava perca de tempo fazer um trabalho mais direcionado a estas necessidades, simplesmente conversava no momento e voltava a dar os conteúdos “importantes” que não podiam atrasar. Os problemas iam se tornando uma “bola de neve”, ou seja, crescendo e muitos até levavam para o outro ano sem resolver.
Atualmente, procuro formas diferenciadas de realizar um trabalho interdisciplinar que vá de encontro as reais necessidades da turma, percebo que trabalhar a diversidade não é perca de tempo, que é tão importante quanto os outros conteúdos.
De acordo com o texto “ O desafio de trabalhar a diversidade cultural na escola”, de Eliane Rosário Paim e Neide Aparecida Frigério:
“Historicamente falando, a escola tem dificuldades para lidar com a diversidade. As
diferenças tornam-se problemas ao invés de oportunidades para produzir saberes em diferentes níveis de aprendizagens. A escola é o lugar em que todos os alunos devem ter as mesmas oportunidades, mas com estratégias de aprendizagens diferentes”.
“A constante busca de alternativas para trabalhar e respeitar às diferenças, poderia
levar a transformação das desigualdades em aprendizagem e em êxito escolares. “
“Conforme Moreira (2002, p. 106) diz: o avanço das pesquisas e da experiência, os professores disporão de instrumentos que lhes permitem delimitar melhor a natureza dos obstáculos à aprendizagem encontradas em cada aluno e, portanto, saber se querem uma intervenção urgente, ou um desvio, ou um tempo de latência, por exemplo, dando à criança tempo para crescer, amadurecer, superar as crises familiares ou problemas de individualidade. Os professores precisam encontrar meios de criar espaço para mutuo engajamento das experiências de multiplicidade de vozes, por um único discurso dominante. Mas professores e alunos precisam encontrar maneiras de que um único discurso se transforme em local de certeza e aprovação.”
“Fazenda (1991, p. 57), afirma: A interdisciplinaridade necessária e básica para
conhecer e modificar o mundo são possíveis de caracterizar-se no ensino através
da eliminação de barreiras entre as disciplinas e pessoas [...] Mais difícil que
esta, é a eliminação das barreiras entre as pessoas, produto de preconceitos,
falta de formação adequada e comodismo.”
“Percebeu-se, então, que as dificuldades começam de um lado, quando o professor
pelo total despreparo não sabe lidar com essa diversidade cultural e finge que
conhece. E do outro, os alunos que não se enquadram nos padrões estabelecidos
pelo professor de um “aluno ideal”, então, evade da escola. Há uma crença,
segundo Leny Mrech (1999), “na existência de um aluno ideal, que respeita as
normas e consegue aprender. Os que afastam desse modelo são excluídos”. As
crianças chamadas “problemas” têm características baseadas em: fracas, lentas,
agitadas, apáticas, indisciplinadas, agressivas, desatentas. Carregam durante a vida
o sentimento de incapacidade de aprender e as culpa pelo próprio fracasso. As
singularidades devem ser respeitadas e as diferenças trabalhadas para a
mobilização social.”
“A análise aqui realizada pode contribuir para superação do preconceito de que
existe o aluno ideal para uma real compreensão do fenômeno diversidade cultural na
escola. Pois não há uma classe homogênea. Forneceu elementos para o entendimento das relações sociais, no universo escolar, onde existe uma pluralidade cultural, que se descobriu que precisa ser mais explorado para a formação do homem integral”.
Através destas leituras confirmo mais minhas concepções do quanto é importante a interdisciplinaridade e trabalhar as diferenças na escola .
Raquel Guterres

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Interdisciplinaridade no contexto escolar

O que mais me chamou atenção nesta semana de aula de 26/04 a 30/04 foi a interdisciplinaridade com o tema principal Família”, anteriormente não conseguia trabalhar um tema em todas as interdisciplinas, principalmente porque não havia planejamento entre a professora regente ( no caso eu) e as professoras que dão aula no dia que não ia a escola, dia de meu planejamento ( aulas de Educação Física, Artes e Hora do conto).
A partir do momento que precisei planejar em conjunto para dar as aulas com estas professoras houve maior integração e interdisciplinaridade.
“Podemos ter projetos especificamente da turma ou da escola como um todo. Para essa segunda possibilidade, é muito importante que os professores se encontrem, estudem e planejem conjuntamente o tema e qual o projeto a desenvolvê-lo. Esse é um desafio das escolas e dos sistemas de ensino do nosso país que precisa ser superado para lançarmos um trabalho mais coletivo e dinâmico em nossas escolas”. Educação Fiscal no contexto social. Brasília/DF 2009
È muito mais interessante que as atividades dos projetos, mesmo que sejam ministradas por diferentes professores, não sejam descontextualizadas das atividades realizadas nos outros dias da semana, infelizmente anteriormente não havia integração entre professores ( eu e as de Segunda-feira), mudanças estão acontecendo pois estamos aprendendo a encontrar momentos para planejar e espero permanecer assim após o período de estágio.
Estas são as disciplinas e que trabalhei de forma integrada esta semana:
Ciências :Partes do corpo e número dos calçados das pessoas da família,
Português: Escrita da palavras com a inicial “F” e frases, escrita dos nomes dos membros da família, literatura e música com a letra para leitura coletiva,
Matemática: Gráficos com o número de membros,
História: Diferentes famílias existentes , importância dos documentos e confecção dos documentos de identidade,
Educação Artística: Desenho das pessoas, pintura com tinta guache, recorte e colagem nos palito encaixando na caixa de ovos,
Educação Física: Brincadeiras como “Mamãe, posso ir?, andar imitando pai, mãe, vô, vó,
Valores e princípios ( pode ser Religião): Importância das diferenças e aceitar todos como são.
De acordo com Leite( 1998), é importante reiterar que os conteúdos escolares não são desprezados no trabalho com projetos. Ao contrário, eles ganham significado, são contextualizados, dinamizados e transformados em saberes construídos por meio da pesquisa e da investigação ao invés da simples transmissão do professor e da memorização dos educandos. Educação social no contexto social, pág. 37 Brasília/ DF 2009
Enfim, tenho a oportunidade de crescer como profissional realizando um trabalho com projetos mais contextualizado, trocando opiniões, sugestões de atividades com as colegas e não deixando de trabalhar os conteúdos necessários.

sábado, 24 de abril de 2010

Viva a diversidade!

No dia 22 de Abril de 2010 propus uma atividade a minha turma de estágio que me fez refletir e relembrar as aprendizagens construídas durante este curso de Pedagogia na interdisciplina de Questões Étnicos Raciais.
A atividade era cada aluno confeccionar um livro com suas características: Sou menino ou menina?
Cor dos olhos
Cor dos cabelos? È liso, crespo?
Sou magrinho ou gordinho? Sou baixo ou alto?
O que gosto de fazer?
Escrever na última folha o nome e fazer um desenho.
Após fizemos um jogo de adivinhação, cada aluno recebeu o livro de um colega para ler e tentar descobrir de quem era através da observação das características.
Realizamos um diálogo sobre as características dos colegas e diferenças existentes.
Fizemos o registro do jogo, um painel com o título “ Somos diferentes, mas todos são especiais”, Viva a diversidade!
Cada grupo fez uma reflexão e desenho das características dos colegas para depois ser colado do painel.
Fiz a seguinte distribuição entre os grupos:
Grupo 1: Refletiu, escreveu e desenhou diferenças nos cabelos dos alunos da turma,
Grupo 2: olhos
Grupo 3: altura
Grupo 4:cor de pele
Grupo 5: sexo e preferências
Grupo 6: brincadeira preferidas.
O painel ficou bem colorido e mostrou bem as diferenças existentes.
Dialogamos mais na turma sobre as diferenças e uma menina relatou um caso que viu fora da escola de ofensa a negro, outros alunos mostraram já vir situações como estas, também dialogamos sobre uma situação que as vezes surge na sala de aula e que era bem freqüentes no ano anterior entre os alunos quer eram da mesma turma de chamar um colega de gordo, conversamos sobre preconceito e que todos são bonitos e especiais.
No dia 19 de Abril foi outro dia que também realizamos uma atividade sobre a diversidade , trabalhamos o dia do índio, os alunos ouviram uma lenda indígena e dialogamos sobre seus costumes, tradições e como muitos índios estão vivendo atualmente.
Nosso papel como educadoras é realizar uma proposta pedagógica que contemple os excluídos, isto pode ser feito ao trabalhar diferentes etnias na sala de aula, valorização e importância de todos na sociedade.
Através da educação para a diversidade os alunos aprendem a aceitar e respeitar as diferenças para conviver bem e questionar as injustiças atuais de desigualdade .
O contato com qualquer cultura diferente da sua deve levar a criança a compreensão de que somos parte de uma grande diversidade em que cada um tem a sua importância e sua participação no todo.
“Ora, identidade implica a alteridade, assim como a alteridade pressupõe diversidade de identidades, pois é na interação com o outro não-idêntico que a identidade se constitui.”
Os índios no Brasil, quem são e quantos são.
Citação extraída do Livro “O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje” – Brasília, 2006.
Autor: Gersen dos Santos Luciano – Baniwa
“Trabalhar sobre a discriminação racial nas Séries Inicias é ao mesmo tempo um tema indispensável e complexo. Indispensável porque é neste momento que a criança está em formação física, cognitiva e moral, sendo assim, a intervenção pedagógica poderá contribuir para que ela venha conviver nesta sociedade, de múltiplas configurações étnicas,religiosas, culturais, compreendendo essas diferenças e como são produzidas na sociedade”.
Era uma vez uma menina muito bonita.Uma prática pedagógica relacionada com a questão racial em umaturma de alfabetização.
Luciane Andréia Ribeiro Leite

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Música

Música:

Trabalho com segundo ano e um dos conteúdos importantes para que sejam alfabetizados é conhecer o alfabeto. Neste curso de Pedagogia tive uma disciplina de Música onde aprendi sobre a importância da utilizar este recurso com os alunos.
“Diante destas considerações, podemos perceber a importância da atividade musical para o ser humano, cumprindo em uma sociedade as mais variadas funções, entre as quais poderíamos citar o prazer estético e lúdico, a representação simbólica, a expressão corporal, a adaptação aos valores sociais e a contribuição para a continuidade da tradição cultural.” Texto “De quem é a música”, Ana Paula Melchiors Stahlschmidt.
Realizei um curso de Alfabetização na UFRGS onde aprendi uma música bem divertida do alfabeto que não é na ordem alfabética, há uma classificação: coisas, comidas, bichos, jogos e trabalhos. Esta semana cantei com meus alunos, eles se beneficiam do recurso da música para aprender o alfabeto relacionado ao que é significativo .
Utilizo músicas em diversos momentos da aula: início para que tenha uma introdução, durante as atividades, em momentos que é necessário fazer silêncio ou falar mais baixo.
Música do alfabeto:
X DE XÍCARA
C DE CHINELO
N DE NINHO
Y DE YELLOW
H DE HELICÓPTERO
T DE TELHA
V DE VASSOURA
O DE ORELHA
R DE RELÓGIO
Z DE ZOOLÓGICO

COISAS QUE EXISTEM
E TAMBÉM AS INVENTADAS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.

A DE AMENDOIM
B DE BANANA
L DE LARANJA
Q DE QUEIJO

COMIDAS QUE EXISTEM
E TAMBÉM AS INVENTADAS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.

D DRAGÃO
E ELEFANTE
J JACARÉ
U URSO




BICHOS QUE EXISTEM
E TAMBÉM OS INVENTADOS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.



I DE IÔIÔ
F FUTEBOL
K KUNG FU
W WINDSURFE

JOGOS QUE EXISTEM
E TAMBÉM OS INVENTADOS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.


G DE GOLEIRO
P DE PALHAÇO
M DE MECÂNICO
S DE SOLDADO

TRABALHOS QUE EXISTEM
E TAMBÉM OS INVENTADOS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.

A ABACADABRA
P PIRIRIPIMPIM
PENSO, ESCREVO
MÁGICA SEM FIM.

POIS TUDO O QUE EXISTE
E MUITO MAIS QUE É INVENTADO
ESCREVO CERTO COM
AS LETRAS DO ALFABETO.
Enfim, este é um excelente recurso para auxiliar no processo de aprendizagem.
Raquel Guterres

domingo, 11 de abril de 2010

Projetos

Projetos:

Trabalho como professora regente de segundo ano desde 2006, inicialmente não desenvolvia trabalho com interdisciplinaridade entre os conteúdos desenvolvidos. Neste curso de Pedagogia aprendi sobre a importância e benefícios de trabalhar com projetos, tive a oportunidade de colocar em prática em minha experiência profissional.
Neste ano de estágio estou trabalhando com projetos, o tema foi escolhido pelas professoras( eu e a professora da outra turma de segundo ano),baseado nos interesses e necessidades dos alunos.
O projeto chama-se “Somos importantes” e tem como tema a construção da identidade de cada aluno, sua vida nos ambientes que freqüenta e a construção do grupo no ambiente escolar sentindo-se parte integrante e importante neste meio.
De acordo com: Léa da Cruz Fagundes; Luciane Sayuri Sato; Débora Laurino Maçada, no livro: “Aprendizes do futuro: as inovações começaram! Projeto de aprendizagem? O que é? Como se faz?”
“Quando falamos em “aprendizagem por projetos” estamos necessariamente nos referindo à formulação de questões pelo autor do projeto, pelo sujeito que vai construir conhecimento. Partimos do princípio de que o aluno nunca é uma tábula rasa, isto é, partimos do princípio de que ele já pensava antes”. Pág 2.
“A situação de projeto de aprendizagem pode favorecer especialmente a aprendizagem de cooperação, com trocas recíprocas e respeito mútuo. Isto quer dizer que a prioridade não é o conteúdo em si, formal e descontextualizado. A proposta é aprender conteúdos, por meio de procedimentos que desenvolvam a própria capacidade de continuar aprendendo, num processo construtivo e simultâneo de questionar-se, encontrar certezas e reconstruí-las em novas certezas. Isto quer dizer: formular problemas, encontrar soluções que suportem a formulação de novos e mais complexos problemas. Ao mesmo tempo, este processo compreende o desenvolvimento continuado de novas competências em níveis mais avançados, seja do quadro conceitual do sujeito, de seus sistemas lógicos, seja de seus sistemas de valores e de suas condições de tomada de consciência.” Pág 8.
Foi solicitado pela supervisão da escola para o dia 19 de Março um planejamento com conteúdos e atividades que seriam desenvolvidos com a turma, apresentei com minha colega de segundo ano o projeto “Somos importantes” e já estamos colocando em prática.

PROJETO DE TRABALHO
1º TRIMESTRE- 2010
Escola municipal de ensino fundamental
Edwiges Fogaça.
Público alvo: Segundo ano B
Professora:
Raquel da Silva Guterres


Justificativa:
O presente projeto justifica-se pela necessidade e importância da turma se constituir enquanto grupo, construir um vínculo afetivo entre colegas e professora, avançando assim na construção de sua identidade, percebendo-se como parte importante no grupo.

Objetivos gerais:
Possibilitar que as crianças avancem na construção de sua identidade,reconhecendo-se como indivíduo único, em um grupo com outros sujeitos únicos. Através do auto conhecimento, trabalho com o seu nome, sua família, seus gostos e preferências, conhecimento de seu corpo e de sua história, construindo assim uma aprendizagem significativa e prazerosa.



Objetivos específicos:
• Ampliar o conhecimento de si, percebendo-se em sua singularidade.
• Construir vínculo afetivo com o outro, possibilitando a construção de novas aprendizagens e sentimento de pertencimento no grupo.
• Desenvolver a expressão oral, expressando-se com clareza seus sentimentos, opiniões e conhecimentos.
• Participar de vivencias individuais e coletivas, a fim de desenvolver sua criatividade, expressividade, sensibilidade e afetividade.
• Realizar atividades em grupo, ampliando sua socialização e o respeito às diferenças.
• Oportunizar o contato com diferentes portadores de textos, aprofundando assim os conhecimentos referentes à leitura e escrita.
• Conhecer e identificar todo o alfabeto para que possa avançar na construção de seu processo de alfabetização.
• Qualificar o conhecimento de si próprio e do grupo, através do trabalho com literatura infantil.
• Saber escrever seu nome, construindo sua identidade diferenciando-se no grupo.
• Vivenciar atividades de leitura e escrita diariamente, oportunizando assim, que cada aluno avance em relação ao momento de aprendizagem em que se encontra.
• Participar de atividades lúdicas, desafiadoras, tendo contato com diferentes materiais concretos, avançando no desenvolvimento de seu raciocínio lógico-matemático.
• Ampliar o conhecimento dos números, estabelecendo maior relação entre numeral e quantidade.
• Realizar oralmente e através de registros cálculos matemáticos, avançando no conhecimento e compreensão das quatro operações.
• Resolver situações-problemas e construir a partir delas o significado de adição.
• Identificar números como símbolos utilizados no dia – a dia como peso,altura, número de telefone, data de aniversário...
• Desenvolver a sensibilidade artística e estética, ampliando sua criatividade, afetividade e sensibilidade.
• Realizar o registro e a análise das informações coletadas através de gráficos e tabelas, desenvolvendo o raciocínio lógico-matemático.
• Desenvolver a expressão, a oralidade, o movimento e o conhecimento do corpo, através de atividades que envolvam a música e brincadeiras recreativas.
• Conhecer e analisar seu registro de nascimento e outros documentos, avançando assim na construção de sua identidade.
• Manifestar seus gostos e preferências, a fim de qualificar o conhecimento de si próprio.
• Refletir sobre as diferenças existentes entre o comportamento de bebês e crianças na faixa etária dos alunos, percebendo o crescimento e aprendizagens construídas durante a vida.
• Construir coletivamente as regras de convivência da turma, refletindo sobre a importância dos valores e respeito ao outro.
• Proporcionar desafios em que as crianças tenham a oportunidade de diferenciar letras,sílabas,números, frases e textos.
• Enriquecer o conhecimento da criança quanto a diferentes costumes e tradições através de atividades que envolvem e valorizam as datas comemorativas.
• Refletir sobre o aprender como componente importante na vida de todo o ser humano.


Conteúdos a serem desenvolvidos:
Alfabeto
Nome
Leitura
Escrita
Expressão oral
Diferenciar letras, números, sílabas, palavras e frases.
Quantidades, relação com numeral e quantidade (números de 0 a 20)
Adição
Trabalho com gráficos para registro das informações
Conceito de medida, altura, tamanho, peso
Relação termo-a-termo
Gráficos
Classificação
Seriação
Conceito de ordem
Noção espaço-temporal
Comparação
Corpo
Família
Escola
História de vida, linha do tempo da vida
Bairro que vivem
Socialização
Valores- respeito ao outro e as diferenças.
Sensibilidade
Afetividade
Expressividade
Cores
Motricidade

Avaliação:
A avaliação inicia no momento em que o professor utiliza-se de instrumentos para conhecer o que as crianças sabem sobre o tema do projeto, bem como o que desejam aprender, tendo assim um enfoque investigativo de diagnóstico da turma.
Durante a realização do projeto, pretendo avaliar constantemente o desempenho das crianças, bem como o alcance dos objetivos que foram propostos.
Será avaliado também durante o desenvolvimento do projeto o envolvimento das crianças e a participação das mesmas durante as atividades propostas.
No decorrer das aulas o professor realizará registros referentes à participação e desempenho dos alunos, aspectos estes que integrarão a avaliação de cada criança.



Enfim, está sendo maravilhoso trabalhar com projetos, pois se pode trabalhar um assunto interligando a todas as interdisciplinas e desperta maior interesse no alunos.
Raquel Guterres

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Neste semestre postarei algumas atividades desenvolvidas durante meu estágio relacionando ao que aprendi no curso de Pedagogia da UFRGS.

Jogos:

Está se aproximando a Páscoa e propus a turma um jogo que aprenderam muito e o resultado foi além de minha expectativas, do que havia planejado em um primeiro momento.
Fiz uma grande cesta e coloquei na parede, a turma foi dividida em 6 grupos e brincamos que cada grupo seria uma fábrica de ovos de chocolate ( Chocolate na imaginação porque fariam de papel), havia uma regra para a confecção dos ovos e nomes dos grupos:
Nomes dos grupos: Cada grupo seria representado pelo componente em que não há nenhum outro colega na turma com a mesma letra inicial do nome. Exemplo: Um grupo foi representado pelo colega Thiago porque na turma não tem mais alunos que iniciem com a letra “T”.
Confecção dos ovos: Grupo T: Ovos enfeitados com cenouras.
Grupo K: Enfeites com coelhos.
Grupo D: Enfeites com pirulitos.
Grupo S/ V: Enfeites com chocolates.
Grupo B: Enfeites com estrelas.
Grupo C: Enfeites com balas.

Após ficarem prontos deveriam colocar na cesta prendendo com fita durex, sem usar cola.

No dia seguinte trouxe um dado grande com O, 1, 2 e 3. Regra do jogo:
Se sair “0” no dado: Não pegar ovos na cesta.
1: Pegar um ovo de pirulitos ou balas.
2: Pegar dois ovos de estrelas ou cenouras.
3: Pegar três ovos de coelhos ou chocolates.

O grupo vencedor seria aquele que conseguisse a maior quantidade de ovos.
Minha idéia era de que após o jogo registrassem no caderno o grupo vencedor e qual pontuação fez, no entanto surgiram novas idéias e coloquei em prática acrescentando novidades ao planejamento. Registraram naquele dia a pontuação que fizeram e no dia seguinte trouxe uma folha com as pontuações de cada grupo e deveriam fazer conta armada de adição, também deveriam escrever os nomes dos colegas que representaram cada grupo e escrever os nomes dos enfeites dos ovos colocando o número de letras e sílabas.
De acordo com Souza e Cordeiro:
O jogo é uma atividade rica e de grande efeito que responde as necessidades lúdicas, intelectuais e afetivas, estimulando a vida social e representando, assim, importante contribuição na aprendizagem. Esta atividade lúdica requer da criança esforço significativo, ao mesmo tempo em que a leva a superar frustrações de perda e possibilita a criança entrar em relação real ou imaginária com o outro, sob diversas formas. O jogo é uma brincadeira em que o adversário é um parceiro. (1992, p.86).
Enfim, muitas oportunidades de aprendizagem surgem através de um jogo, a aprendizagem se torna prazerosa e significativa.