Diferentes etnias
Na interdisciplina de “Questões étnicos-raciais” estou aprendendo mais sobre as diferentes etnias existentes, importância de trabalharmos as diferenças, valorizando-as.
Para realizar o mosaico com meus alunos solicitei que conversassem com a família sobre a origem do sobrenome, trouxessem gravuras desta etnia e fotos da família.
No comentário sobre a atividade , a tutora Luciane Mota fez a seguinte colocação:
Postado por LUCIANE DE OLIVEIRA MACHADO MOTA em 24/04/2009 21:33
Raquel,muito boa a atividade desenvolvida,porém a etnia negra não foi identicada, poderias ter feito um gancho, questionando porque não identificaram esta etnia, pois sabemos que a exclusão com esta etnia é muito grande.Como não vi teu mosaico, fico curiosa em identificar como fazendo parte da construção da nação.Sendo importante para os alunos, resgatar a história dos imigrantes, colonizadores etc.Bjs.
Meu primeiro pensamento foi que não tenho nenhum aluno negro, por esta razão não surgiu nada na turma sobre esta etnia. Após refletir percebi que se questionasse mais os alunos e pais surgiria grande possibilidade de algum aluno ter na família alguém de origem negra, pois de acordo com o texto “ Em busca de uma ancestralidade brasileira”, de Daniel Mundurucu, página 3:
“ Somos a continuação de um fio que nasceu há muito tempo atrás... vindo de outros lugares..iniciado por outras pessoas...completado...remendado...costurado e ...continuado por nós.”
Com certeza há grande importância de trabalhar esta etnia na sala de aula porque mesmo que não tenhamos alunos negros na sala, há na escola, bairro que moram, enfim, em diversos lugares, o espaço em que vivem não se restringe apenas a sala de aula e como educadoras devemos trabalhar a valorização e importância de todas as etnias!
domingo, 26 de abril de 2009
Estádios de desenvolvimento
Estádios de desenvolvimento
Na interdisciplina de Psicologia estamos estudando sobre Piaget e os estádios de desenvolvimento. Aprendi características de cada estádio.
Trabalho de psicologia:
Estádios do desenvolvimento
Um dos aspectos mais conhecidos da obra de Piaget é a teoria dos períodos de desenvolvimento. Em sua teoria, determinou quatro períodos do desenvolvimento da criança.
O primeiro é o Sensório-motor, com idade aproximada de 0 a 2 anos, período em que limita-se a ações na realidade.
A linguagem é o resultado de um longo processo que tem início no nascimento da criança, a partir do que ela faz, como faz, na intervenção com o meio.
O estádio Pré-operatório tem idade aproximada de 2 a 7 anos, é um período simbólico e intuitivo, a criança percebe os fatos através dos sentidos, a partir de manipulações práticas. O aparecimento da função simbólica permite a criança ter uma representação mental dos objetos e das coisas do ambiente, neste período classifica quando separa ou agrupo objetos por suas semelhanças e diferenças, estabelecendo assim relações das coisas do ambiente em que vive.
A capacidade de representação da realidade se manifesta de diversas formas: imitação diferida, desenho, imagem mental, jogo simbólico, linguagem, sonhos e devaneios.
Este período é marcado pelo egocentrismo, há ausência de equilíbrio entre processos de assimilação e acomodação, não é capaz de lidar com ideias diferentes das suas, seu pensamento tende-se a centrar-se em um único aspecto da realidade ligando-se muito mais aos sucessivos estados de um objeto do que as transformações pelas quais passa, período marcado pela intuição e não pela lógica.
Ocorre a irreversibilidade do pensamento, não consegue seguir uma série de raciocínio e inverter mentalmente a direção para reencontrar um ponto de partida não modificado.
No período das Operações concretas, que tem idade aproximada de 7 a 12 anos, a criança já tem capacidade de reversibilidade do pensamento, já é capaz de realizar operações mentais, é capaz de cooperar porque não confunde seu próprio ponto de vista com o doa outros, discussões torna-se possíveis.
São construídas operações lógicas de classificação e seriação, conservação física de substâncias, peso, volume e conservações espaciais de comprimento, área e volume espacial, conceito de número. Neste período o real é que define suas possibilidades.
No período Operatório- formal, com idade aproximada de 12 a 16 anos, o sujeito estabelece relações entre teorias, produzindo nelas transformações, surge um mundo de possibilidades cujo real é apenas um setor limitado, trabalha com o pensamento hipotético-dedutivo e estabelece relações entre diferentes teorias.
Muitas vezes na sala de aula tinha dificuldades de realizar com alguns alunos trabalho em grupos e não compreendia o motivo disto acontecer. Li no texto ‘ Epistemologia genética e construção do conhecimento”, de Tânia Marques:
“A capacidade simbólica da criança pré-operatória é marcada pela egocentrismo já que, em função da ausência de um equilíbrio entre os processos de assimilação e acomodação, há muitas assimilações deformantes da realidade ao eu, sem uma acomodação completa. Logo, o pensamento da criança pré-operatória é egocêntrico, o que significa que não é capaz de lidar com idéias diferentes das suas em relação a um determinado tema.”
Percebi que estes alunos demonstram claramente estar no período Pré-operatório, pois é visível o egocentrismo, apresentam dificuldades de lidar com idéias diferentes das suas desejando impor seu ponto de vista, alguns brigam, fazem queixas desejando que o professor solucione os conflitos e outros isolam-se do grupo desistindo de participar das atividades, ficam quietos ou brabos sem interagir com o grupo.
Através dos estudos compreendo melhor a fase em que estes alunos se encontram, desta forma é possível realizar um trabalho para superarem os conflitos e avançarem na fase de desenvolvimento.
Na interdisciplina de Psicologia estamos estudando sobre Piaget e os estádios de desenvolvimento. Aprendi características de cada estádio.
Trabalho de psicologia:
Estádios do desenvolvimento
Um dos aspectos mais conhecidos da obra de Piaget é a teoria dos períodos de desenvolvimento. Em sua teoria, determinou quatro períodos do desenvolvimento da criança.
O primeiro é o Sensório-motor, com idade aproximada de 0 a 2 anos, período em que limita-se a ações na realidade.
A linguagem é o resultado de um longo processo que tem início no nascimento da criança, a partir do que ela faz, como faz, na intervenção com o meio.
O estádio Pré-operatório tem idade aproximada de 2 a 7 anos, é um período simbólico e intuitivo, a criança percebe os fatos através dos sentidos, a partir de manipulações práticas. O aparecimento da função simbólica permite a criança ter uma representação mental dos objetos e das coisas do ambiente, neste período classifica quando separa ou agrupo objetos por suas semelhanças e diferenças, estabelecendo assim relações das coisas do ambiente em que vive.
A capacidade de representação da realidade se manifesta de diversas formas: imitação diferida, desenho, imagem mental, jogo simbólico, linguagem, sonhos e devaneios.
Este período é marcado pelo egocentrismo, há ausência de equilíbrio entre processos de assimilação e acomodação, não é capaz de lidar com ideias diferentes das suas, seu pensamento tende-se a centrar-se em um único aspecto da realidade ligando-se muito mais aos sucessivos estados de um objeto do que as transformações pelas quais passa, período marcado pela intuição e não pela lógica.
Ocorre a irreversibilidade do pensamento, não consegue seguir uma série de raciocínio e inverter mentalmente a direção para reencontrar um ponto de partida não modificado.
No período das Operações concretas, que tem idade aproximada de 7 a 12 anos, a criança já tem capacidade de reversibilidade do pensamento, já é capaz de realizar operações mentais, é capaz de cooperar porque não confunde seu próprio ponto de vista com o doa outros, discussões torna-se possíveis.
São construídas operações lógicas de classificação e seriação, conservação física de substâncias, peso, volume e conservações espaciais de comprimento, área e volume espacial, conceito de número. Neste período o real é que define suas possibilidades.
No período Operatório- formal, com idade aproximada de 12 a 16 anos, o sujeito estabelece relações entre teorias, produzindo nelas transformações, surge um mundo de possibilidades cujo real é apenas um setor limitado, trabalha com o pensamento hipotético-dedutivo e estabelece relações entre diferentes teorias.
Muitas vezes na sala de aula tinha dificuldades de realizar com alguns alunos trabalho em grupos e não compreendia o motivo disto acontecer. Li no texto ‘ Epistemologia genética e construção do conhecimento”, de Tânia Marques:
“A capacidade simbólica da criança pré-operatória é marcada pela egocentrismo já que, em função da ausência de um equilíbrio entre os processos de assimilação e acomodação, há muitas assimilações deformantes da realidade ao eu, sem uma acomodação completa. Logo, o pensamento da criança pré-operatória é egocêntrico, o que significa que não é capaz de lidar com idéias diferentes das suas em relação a um determinado tema.”
Percebi que estes alunos demonstram claramente estar no período Pré-operatório, pois é visível o egocentrismo, apresentam dificuldades de lidar com idéias diferentes das suas desejando impor seu ponto de vista, alguns brigam, fazem queixas desejando que o professor solucione os conflitos e outros isolam-se do grupo desistindo de participar das atividades, ficam quietos ou brabos sem interagir com o grupo.
Através dos estudos compreendo melhor a fase em que estes alunos se encontram, desta forma é possível realizar um trabalho para superarem os conflitos e avançarem na fase de desenvolvimento.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Psicologia
APRENDIZAGEM
Na interdisciplina de Psicologia aprendi sobre os modelos de epistemologias e características de cada.
Aprendi que no modelo empirista o conhecimento é transferido do meio para o sujeito, é aquele bem tradicional onde aprende-se por repetição e reprodução, o professor é o dono do conhecimento e aluno uma tabula rasa, que não sabe coisa alguma quando chega a escola, aprende somente o que o professor o ensinar. Neste contexto o professor jamais aprenderá, pois já sabe tudo e o aluno jamais ensinará, porque este é o papel exclusivo do professor.
No modelo epistemológico apriorista acredita-se que o conhecimento depende apenas das condições internas do sujeito, o aluno aprende por si próprio, pois já possui conhecimento programado na sua herança genética.
O modelo de epistemologia construtivista é o que valoriza o professor e alunos, trabalham em sintonia, todos aprendem no processo e nenhum é mais importante que o outro, é a pedagogia relacional do interacionaismo, onde a causa do comportamento humano está nas ações do sujeito que responde as resistências do meio, modificando ativamente suas estruturas.
Nesta proposta o professor deve se questionar sobre que tipo de cidadão quer que o aluno seja. Vive-se o presente, buscando no passado conhecimento prévios, respostas para algumas questões, construindo um futuro onde se tenha a consciência do papel de cada um como sujeitos críticos, que reflitam diante das situações, cidadãos ativos na sociedade em que vivem.
Estas aprendizagens foram construídas através das leituras dos textos “Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos” e “O que é construtivismo?”, de Fernando Becker, aula presencial do dia 8 de Abril, onde cada grupo escreveu no papel uma característica da epistemologia escolhida para que os outros grupos respondessem através de estudos, debates entre colegas, professora e tutores.
Também foram necessárias reflexões sobre qual epistemologia está de acordo com minha prática em sala de aula, tinha como conhecimento prévio que o construtivismo era uma “bagunça”, onde só o aluno podia mostrar sua forma de pensar e o que o professor pensava não era considerado.
Li o texto “O que é construtivismo?”, de Fernando Becker,, onde construtivismo está conceituado da seguinte forma:
“Construtivismo significa isto: a idéia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do Indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação e não por qualquer dotação prévia,na bagagem hereditária ou no meio, de tal modo que podemos afirmar que antes da ação não há psiquismo nem consciência e, muito menos, pensamento.”
Percebi que meus conhecimento prévios não estavam corretos, ou seja, houve conflitos do que foi assimilado anteriormente e acomodação de novos conhecimentos, percebi que aquelas características eram do apriorismo, onde o professor procura interferir o mínimo possível no processo de aprendizagem dos alunos.
Concluo que a epistemologia utilizada em minha prática pedagógica é o interacionismo, onde as duas condições, internas e externas, estão juntas e são importantes no processo de ensino-aprendizagem.
Na interdisciplina de Psicologia aprendi sobre os modelos de epistemologias e características de cada.
Aprendi que no modelo empirista o conhecimento é transferido do meio para o sujeito, é aquele bem tradicional onde aprende-se por repetição e reprodução, o professor é o dono do conhecimento e aluno uma tabula rasa, que não sabe coisa alguma quando chega a escola, aprende somente o que o professor o ensinar. Neste contexto o professor jamais aprenderá, pois já sabe tudo e o aluno jamais ensinará, porque este é o papel exclusivo do professor.
No modelo epistemológico apriorista acredita-se que o conhecimento depende apenas das condições internas do sujeito, o aluno aprende por si próprio, pois já possui conhecimento programado na sua herança genética.
O modelo de epistemologia construtivista é o que valoriza o professor e alunos, trabalham em sintonia, todos aprendem no processo e nenhum é mais importante que o outro, é a pedagogia relacional do interacionaismo, onde a causa do comportamento humano está nas ações do sujeito que responde as resistências do meio, modificando ativamente suas estruturas.
Nesta proposta o professor deve se questionar sobre que tipo de cidadão quer que o aluno seja. Vive-se o presente, buscando no passado conhecimento prévios, respostas para algumas questões, construindo um futuro onde se tenha a consciência do papel de cada um como sujeitos críticos, que reflitam diante das situações, cidadãos ativos na sociedade em que vivem.
Estas aprendizagens foram construídas através das leituras dos textos “Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos” e “O que é construtivismo?”, de Fernando Becker, aula presencial do dia 8 de Abril, onde cada grupo escreveu no papel uma característica da epistemologia escolhida para que os outros grupos respondessem através de estudos, debates entre colegas, professora e tutores.
Também foram necessárias reflexões sobre qual epistemologia está de acordo com minha prática em sala de aula, tinha como conhecimento prévio que o construtivismo era uma “bagunça”, onde só o aluno podia mostrar sua forma de pensar e o que o professor pensava não era considerado.
Li o texto “O que é construtivismo?”, de Fernando Becker,, onde construtivismo está conceituado da seguinte forma:
“Construtivismo significa isto: a idéia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do Indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação e não por qualquer dotação prévia,na bagagem hereditária ou no meio, de tal modo que podemos afirmar que antes da ação não há psiquismo nem consciência e, muito menos, pensamento.”
Percebi que meus conhecimento prévios não estavam corretos, ou seja, houve conflitos do que foi assimilado anteriormente e acomodação de novos conhecimentos, percebi que aquelas características eram do apriorismo, onde o professor procura interferir o mínimo possível no processo de aprendizagem dos alunos.
Concluo que a epistemologia utilizada em minha prática pedagógica é o interacionismo, onde as duas condições, internas e externas, estão juntas e são importantes no processo de ensino-aprendizagem.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Inclusao
Tive 2 alunos de inclusão em 2007 e no final do ano um foi aprovado. A menina tinha vindo de uma escola especial e imitava gestos das crianças da escola anterior, era repetente e tinha 12 anos.
Ao longo do convívio na escola regular parou com os gestos anteriores como balançar pernas e cabeça todo o tempo, passou a interagir com os colegas em diversas situações. Aprendeu a escrever seu nome e 18 letras do alfabeto relacionando a objetos e pessoas significativas.
Foi aprovada devido a defasagem idade série, aprendizagens construídas , questão da auto-estima, relacionamento, mas ainda não estava alfabetizada.
Sentia-me culpada por tê-la aprovado, pois no segundo ano temos como objetivo a alfabetização.
Li as participações no fórum da interdisciplina de inclusão e a colocação da colega Ana Parker trouxe reflexões.
05/04/2009 13:54:17
ANA BEATRIZ CORRÊA BEZERRA PARKER
São inúmeras as questões que as colegas estão levantando neste nosso fórum e a leitura que faço é que nós enquanto educadoras procuramos sempre dar conta dos desafios que nos apresentam, e a inclusão é mais um destes. Pelos relatos até aqui verifiquei que a maioria apesar de não ter o suporte necessário para lidar com as necessidades especiais, tem a arma principal em suas mãos que é o afeto e a vontade de ver o seu aluno integrado e feliz. Tive um aluno, que sofria de convulções e quando o assumi na terceira série ele estava com 14 anos, ainda não sabia ler e nem escrever seu nome, fora promovido sob a alegação de que estava sendo incluido e por isso se \"socializando\". Fui atrás da história do aluno e descobri que ele frequentava a escola desde os seus sete anos, e percorrera várias instituições durante todo esse período. A partir daí e por isso estou relatando este caso me veio a seguinte pergunta: Será que durante todo este tempo, a escola que se propunha incluí-lo e socializá-lo realmente estaria alcançando o seu objetivo?Que socialização era esta que mantinha o aluno com mesma postura durante todos esse anos? E le não tinha adquirido autonomia para tomar seus medicamentos, não conseguia pegar um ônibus,se demonstrava totalmente dependente da mãe ou da professora. Que preparo para a vida a escola estaria dando para este aluno? “DURANTE ESTE ANO ENTENDI QUE A INCLUSÃO NÃO É SIMPLESMENTE SOCIALIZAÇÃO MAS O COMPROMISSO DE DESENVOLVER AS POTENCIALIDADES DO ALUNO, QUE ÁS VEZES NÃO VAI CONSEGUIR APRENDER A LER OU ESCREVER MAS SIM ADQUIRIR MAIS AUTONOMIA E SER VALORIZADO ENQUANTO PESSOA.”
O aluno pode não progredir na escola quanto ao desejado , cada ser humano tem o seu ritmo(minha prima com Síndrome de Douw levou 7 anos para ser alfabetizada), mas a autonomia para a vida e valorização enquanto pessoa são muito importantes. Minha aluna progrediu muito nestes aspectos, desta forma não me sinto mais culpada pela sua aprovação, também construiu muitas aprendizagens para ser alfabetizada e apesar daquele ano não ter alcançado este objetivo, na série seguinte o correto é ter uma continuação deste processo.
Ao longo do convívio na escola regular parou com os gestos anteriores como balançar pernas e cabeça todo o tempo, passou a interagir com os colegas em diversas situações. Aprendeu a escrever seu nome e 18 letras do alfabeto relacionando a objetos e pessoas significativas.
Foi aprovada devido a defasagem idade série, aprendizagens construídas , questão da auto-estima, relacionamento, mas ainda não estava alfabetizada.
Sentia-me culpada por tê-la aprovado, pois no segundo ano temos como objetivo a alfabetização.
Li as participações no fórum da interdisciplina de inclusão e a colocação da colega Ana Parker trouxe reflexões.
05/04/2009 13:54:17
ANA BEATRIZ CORRÊA BEZERRA PARKER
São inúmeras as questões que as colegas estão levantando neste nosso fórum e a leitura que faço é que nós enquanto educadoras procuramos sempre dar conta dos desafios que nos apresentam, e a inclusão é mais um destes. Pelos relatos até aqui verifiquei que a maioria apesar de não ter o suporte necessário para lidar com as necessidades especiais, tem a arma principal em suas mãos que é o afeto e a vontade de ver o seu aluno integrado e feliz. Tive um aluno, que sofria de convulções e quando o assumi na terceira série ele estava com 14 anos, ainda não sabia ler e nem escrever seu nome, fora promovido sob a alegação de que estava sendo incluido e por isso se \"socializando\". Fui atrás da história do aluno e descobri que ele frequentava a escola desde os seus sete anos, e percorrera várias instituições durante todo esse período. A partir daí e por isso estou relatando este caso me veio a seguinte pergunta: Será que durante todo este tempo, a escola que se propunha incluí-lo e socializá-lo realmente estaria alcançando o seu objetivo?Que socialização era esta que mantinha o aluno com mesma postura durante todos esse anos? E le não tinha adquirido autonomia para tomar seus medicamentos, não conseguia pegar um ônibus,se demonstrava totalmente dependente da mãe ou da professora. Que preparo para a vida a escola estaria dando para este aluno? “DURANTE ESTE ANO ENTENDI QUE A INCLUSÃO NÃO É SIMPLESMENTE SOCIALIZAÇÃO MAS O COMPROMISSO DE DESENVOLVER AS POTENCIALIDADES DO ALUNO, QUE ÁS VEZES NÃO VAI CONSEGUIR APRENDER A LER OU ESCREVER MAS SIM ADQUIRIR MAIS AUTONOMIA E SER VALORIZADO ENQUANTO PESSOA.”
O aluno pode não progredir na escola quanto ao desejado , cada ser humano tem o seu ritmo(minha prima com Síndrome de Douw levou 7 anos para ser alfabetizada), mas a autonomia para a vida e valorização enquanto pessoa são muito importantes. Minha aluna progrediu muito nestes aspectos, desta forma não me sinto mais culpada pela sua aprovação, também construiu muitas aprendizagens para ser alfabetizada e apesar daquele ano não ter alcançado este objetivo, na série seguinte o correto é ter uma continuação deste processo.
domingo, 9 de novembro de 2008
As cotas discrimimam?
Neste semestre estudamos em grupo sobre as cotas com a pergunta geradora “AS COTAS DISCRINIMAM?”
Surgiram dúvidas e certezas sobre o tema:
Dúvidas:
1) O vestibular da UFRGS para este curso do Pead é por sistema de cotas?
2) O sistema de cotas resolve, por exemplo, para um pobre que passa no vestibular da UFRGS para um curso como Medicina, se os horários dos curso não possibilita que trabalhe? O que faz com a cota depois que ganha?Quem irá mantê-lo financeiramente?
3)Haveria necessidade de sistema de cotas se houvesse o cumprimento das leis como LDB: Igualdade de condições para acesso e permanência na escola e garantia do padrão de qualidade?
Certezas:
1) O sistema de cotas coloca direto o confronto das raças porque a Constituição federal diz que todos são iguais, portanto devem ser tratados da mesma maneira.
2) As cotas existem devido a desigualdade com que as pessoas negras, pobres ou deficientes sofreram ao longo da história.
3) O sistema de cotas é uma forma do governo tentar diminuir as grandes desigualdades sociais existentes no Brasil desde a época colonial em virtude das grandes levas de imigrantes vindos de diversos países .
Após um semestre de estudos em forma diversificada como entrevistas, debates e pesquisas algumas dúvidas passaram a ser certezas e certezas tornaram-se dúvidas, chegando a uma conclusão:
Uma das certezas que publicadas no PPA é que “ O sistema de cotas coloca direto o confronto das raças porque a Constituição federal diz que todos são iguais, portanto todos devem ser tratados da mesma maneira. Refletimos sobre esta afirmação e mudamos de opinião , está claro que nem todos são iguais, mas todos devem ser tratados com respeito e ter oportunidades de lutar por um futuro melhor.
Nós deste curso de Pedagogia somos exemplos de profissionais da educação privilegiados com o Sistema de cotas, pois não teríamos condições financeiras de estudar em uma universidade particular.
Se houvesse o cumprimento da lei da LDB “Condições de acesso e permanência na escola e garantia do padrão de qualidade”, não haveria necessidade do Sistema de cotas, nós educadores estamos fazendo nosso papel para que a educação nas escolas públicas seja de qualidade e se todas as pessoas lutarem por este ideal a história vai mudar não havendo necessidade de cotas no futuro.
Mas enquanto lutamos pela qualidade na educação como ficam os que foram prejudicados? Somente a elite continuará tendo acesso aos mais elevados níveis de ensino?
Estes estudos mudaram alguns conceitos que tinha, conhecendo melhor o PEAD , nosso curso de Pedagogia a distância que é por Sistema de cotas e fazendo com que compreenda melhor os motivos pela qual as cotas são oferecidas.
Concluímos que as cotas não são uma forma de discriminação e sim uma política de compensação para quem não teve oportunidade de chegar ao nível superior.
Surgiram dúvidas e certezas sobre o tema:
Dúvidas:
1) O vestibular da UFRGS para este curso do Pead é por sistema de cotas?
2) O sistema de cotas resolve, por exemplo, para um pobre que passa no vestibular da UFRGS para um curso como Medicina, se os horários dos curso não possibilita que trabalhe? O que faz com a cota depois que ganha?Quem irá mantê-lo financeiramente?
3)Haveria necessidade de sistema de cotas se houvesse o cumprimento das leis como LDB: Igualdade de condições para acesso e permanência na escola e garantia do padrão de qualidade?
Certezas:
1) O sistema de cotas coloca direto o confronto das raças porque a Constituição federal diz que todos são iguais, portanto devem ser tratados da mesma maneira.
2) As cotas existem devido a desigualdade com que as pessoas negras, pobres ou deficientes sofreram ao longo da história.
3) O sistema de cotas é uma forma do governo tentar diminuir as grandes desigualdades sociais existentes no Brasil desde a época colonial em virtude das grandes levas de imigrantes vindos de diversos países .
Após um semestre de estudos em forma diversificada como entrevistas, debates e pesquisas algumas dúvidas passaram a ser certezas e certezas tornaram-se dúvidas, chegando a uma conclusão:
Uma das certezas que publicadas no PPA é que “ O sistema de cotas coloca direto o confronto das raças porque a Constituição federal diz que todos são iguais, portanto todos devem ser tratados da mesma maneira. Refletimos sobre esta afirmação e mudamos de opinião , está claro que nem todos são iguais, mas todos devem ser tratados com respeito e ter oportunidades de lutar por um futuro melhor.
Nós deste curso de Pedagogia somos exemplos de profissionais da educação privilegiados com o Sistema de cotas, pois não teríamos condições financeiras de estudar em uma universidade particular.
Se houvesse o cumprimento da lei da LDB “Condições de acesso e permanência na escola e garantia do padrão de qualidade”, não haveria necessidade do Sistema de cotas, nós educadores estamos fazendo nosso papel para que a educação nas escolas públicas seja de qualidade e se todas as pessoas lutarem por este ideal a história vai mudar não havendo necessidade de cotas no futuro.
Mas enquanto lutamos pela qualidade na educação como ficam os que foram prejudicados? Somente a elite continuará tendo acesso aos mais elevados níveis de ensino?
Estes estudos mudaram alguns conceitos que tinha, conhecendo melhor o PEAD , nosso curso de Pedagogia a distância que é por Sistema de cotas e fazendo com que compreenda melhor os motivos pela qual as cotas são oferecidas.
Concluímos que as cotas não são uma forma de discriminação e sim uma política de compensação para quem não teve oportunidade de chegar ao nível superior.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Psicologia e PPA
Psicologia e PPA
Estamos em grupo estudando sobre transtornos da vida adulta como Sídrome do Pânico, TOC ( Transtorno compulsivo obsessivo), Depressão e Transtorno Bipolar.
Através destes estudos postamos no Blog que criamos nossas aprendizagens e compartilhamos com os colegas.
http://peadgrupoum.blogspot.com/
No texto “ Aprender com os outros interagindo nos projetos de aprendizagem”, de Luciane M. Corte Real, destaco uma citação importante:
’Nos PAs, o tema a ser estudado é levantado pelos alunos, de forma individual e em grupos, juntamente com os professores e a coordenação pedagógica. Na escolha dos assuntos, leva-se em consideração a curiosidade e os desejos dos aprendizes. As regras e diretrizes são elaboradas pelo grupo de alunos e professores. Ao professor cabe o papel de problematizador, de desafiador. O aluno é o agente do processo. A concepção presente é a da construção do conhecimento.
Tinha pouco conhecimento das características, sintomas, formas de tratamento e conseqüência na vida das pessoas com estes transtornos. Os conhecimentos adquiridos estão sendo ampliados e percebi que atualmente consigo compreender melhor uma tia materna que tem Depressão e também estou mais atenta aos comportamentos de meus alunos, pois estas Síndromes também são manifestadas na infância.
Estamos em grupo estudando sobre transtornos da vida adulta como Sídrome do Pânico, TOC ( Transtorno compulsivo obsessivo), Depressão e Transtorno Bipolar.
Através destes estudos postamos no Blog que criamos nossas aprendizagens e compartilhamos com os colegas.
http://peadgrupoum.blogspot.com/
No texto “ Aprender com os outros interagindo nos projetos de aprendizagem”, de Luciane M. Corte Real, destaco uma citação importante:
’Nos PAs, o tema a ser estudado é levantado pelos alunos, de forma individual e em grupos, juntamente com os professores e a coordenação pedagógica. Na escolha dos assuntos, leva-se em consideração a curiosidade e os desejos dos aprendizes. As regras e diretrizes são elaboradas pelo grupo de alunos e professores. Ao professor cabe o papel de problematizador, de desafiador. O aluno é o agente do processo. A concepção presente é a da construção do conhecimento.
Tinha pouco conhecimento das características, sintomas, formas de tratamento e conseqüência na vida das pessoas com estes transtornos. Os conhecimentos adquiridos estão sendo ampliados e percebi que atualmente consigo compreender melhor uma tia materna que tem Depressão e também estou mais atenta aos comportamentos de meus alunos, pois estas Síndromes também são manifestadas na infância.
Financiamentos da educação
Gestão da educação
Financiamentos da educação
Em março de 2009 fará 3 anos que estou trabalhando no município de Esteio, sinceramente não sabia que existia sistemas internos de controle dos recursos financeiros, desconhecia os Conselhos municipais de alimentação escolar e o FUNDEB.
Através dos estudos construí muitas aprendizagens, entre elas destaco algumas partes do texto “ Noções gerais sobre o financiamento da educação no Brasil”, de José Marcelino de Rezende Pinto e Thereza Adrião:
Pág1 “As administrações públicas devem contar com sistemas internos de controle dos recursos financeiros”
Pág3 “No Rio Grande do Sul, a fiscalização das contas dos municípios é realizada pelo Tribunal de Contas do estado do Rio Grande do Sul.”
Págs 5 e 6 “ Outros fóruns de controle da gestão financeira da educação são os conselhos nacional, estaduais e municipais, de acompanhamento e controle social do FUNDEB que potencializa a fiscalização da correta aplicação de recursos.Há também os conselhos municipais da alimentação escolar e do transporte escolar encarregados de acompanhar e fiscalizar a gestão financeira e os serviços prestados com os recursos para a alimentação escolar e o transporte escolar.”
Pág 7 “ O controle social pressupõe publicização das contas públicas, seja no âmbito da escola ou dos sistemas de ensino, exige capacitação para que os sujeitos possam exercer de forma qualificada as tarefas de planejar, acompanhar e avaliara gestão financeira .”
Realizei uma entrevista com um conselheiro do CAE ( Conselho de alimentação escolar) do município de Esteio e soube como e por quem é integrado o conselho, formas de divulgação do trabalho e suas atribuições.
http://peadraquelguterres.pbwiki.com/financiamentosdaeducacao
Através destes conhecimentos tenho maior compreensão e controle dos financiamentos da educação, estou ciente de meu papel como cidadã podendo participar dos conselhos e com isso defender os interesses coletivos.
Financiamentos da educação
Em março de 2009 fará 3 anos que estou trabalhando no município de Esteio, sinceramente não sabia que existia sistemas internos de controle dos recursos financeiros, desconhecia os Conselhos municipais de alimentação escolar e o FUNDEB.
Através dos estudos construí muitas aprendizagens, entre elas destaco algumas partes do texto “ Noções gerais sobre o financiamento da educação no Brasil”, de José Marcelino de Rezende Pinto e Thereza Adrião:
Pág1 “As administrações públicas devem contar com sistemas internos de controle dos recursos financeiros”
Pág3 “No Rio Grande do Sul, a fiscalização das contas dos municípios é realizada pelo Tribunal de Contas do estado do Rio Grande do Sul.”
Págs 5 e 6 “ Outros fóruns de controle da gestão financeira da educação são os conselhos nacional, estaduais e municipais, de acompanhamento e controle social do FUNDEB que potencializa a fiscalização da correta aplicação de recursos.Há também os conselhos municipais da alimentação escolar e do transporte escolar encarregados de acompanhar e fiscalizar a gestão financeira e os serviços prestados com os recursos para a alimentação escolar e o transporte escolar.”
Pág 7 “ O controle social pressupõe publicização das contas públicas, seja no âmbito da escola ou dos sistemas de ensino, exige capacitação para que os sujeitos possam exercer de forma qualificada as tarefas de planejar, acompanhar e avaliara gestão financeira .”
Realizei uma entrevista com um conselheiro do CAE ( Conselho de alimentação escolar) do município de Esteio e soube como e por quem é integrado o conselho, formas de divulgação do trabalho e suas atribuições.
http://peadraquelguterres.pbwiki.com/financiamentosdaeducacao
Através destes conhecimentos tenho maior compreensão e controle dos financiamentos da educação, estou ciente de meu papel como cidadã podendo participar dos conselhos e com isso defender os interesses coletivos.
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