segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Educação de jovens e adultos

Realizei a leitura do texto “ Alfabetização de adultos, ainda um desafio”, de Regina Hara.
Dentre as aprendizagens ocorridas destaco que devido as dificuldades que enfrentam os professores e alunos de classes populares e com o objetivo de aprimorar o trabalho de alfabetização de adultos
no processo de aprendizagem, foi acrescentado a construção de Paulo Freire os conhecimentos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky.
De acordo com o texto “ Alfabetização de adultos, ainda um desafio”, de Regina Hara, pág 7- “Os adultos não-escolarizados concebem a escrita como um sistema de representação,1 e
têm hipóteses de como se dá essa representação.
Ao serem perguntados sobre o que serve para ler, a maioria dos investigados propõe três
condições: que haja uma quantidade mínima de letras (que são três), que as letras não se repitam
na mesma palavra (chamada variabilidade interna) e que somente letras servem para ler (excluindo
numerais e desenhos)”.
Pág 8- “Esses estágios se sucedem ao longo do processo de domínio da
escrita. Os exemplos são tomados da nossa classe de alfabetização:
 escrita pré-silábica: há controle da quantidade mínima de letras, variabilidade interna e exigência de
não repetir a mesma sequência de letras para palavras diferentes. Não há correspondência entre as
letras e os sons da palavra. Pode-se ver como foram representados os dois nomes de animais.
 escrita silábica: neste estágio, pensa-se que, para representar cada segmento da palavra, basta
uma letra. O exemplo mostra que, para a palavra sapo, basta um S para sa e um O para po. Na
maioria dos casos, ao grafar dissílabas, os não-escolarizados acrescentam mais uma letra para respeitar
a quantidade mínima de três letras que eles mesmos impõem.
 escrita silábico-alfabética: neste estágio, já começa a aparecer a percepção de que apenas uma letra
não basta para representar o segmento sonoro das palavras. Então, convivem a hipótese silábica e a
hipótese alfabética: às vezes basta uma letra, às vezes usam duas. O exemplo mostra essa convivência.
 escrita alfabética; aqui já se tem a representação de cada sílaba com duas letras. Observe-se o exemplo
onde isto aparece.”
Deve-se considerar o saber intelectual dos adultos não-escolarizados, a escola não pode desconsiderar seus conhecimentos.
Não é o método que se elege que promove a alfabetização, mas é todo um conjunto de conhecimentos e a postura intelectual que adotamos com relação aos sujeitos e ao objeto da aprendizagem.
Estas aprendizagens foram significativas porque trabalho com alfabetização de crianças de acordo com a psicogênese da escrita de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, no entanto nunca trabalhei com EJA e não sabia que ao adultos criavam hipóteses sobre a leitura e escrita como as crianças, pretendo futuramente trabalhar com EJA e estas aprendizagens vão contribuir para minha prática docente.

Um comentário:

Luciane Mota disse...

Raquel,a criação de hipótes sobre a construção da escrita é o mesmo que as crianças, mas o contexto educacional é diferente, a alfabetização na Eja deve caminhar com outra perspectiva, a de compartilhar com as experiências de vida dos alunos, encontramos outros desafios ao trabalharmos com Eja.Bjs.