No dia 22 de Abril de 2010 propus uma atividade a minha turma de estágio que me fez refletir e relembrar as aprendizagens construídas durante este curso de Pedagogia na interdisciplina de Questões Étnicos Raciais.
A atividade era cada aluno confeccionar um livro com suas características: Sou menino ou menina?
Cor dos olhos
Cor dos cabelos? È liso, crespo?
Sou magrinho ou gordinho? Sou baixo ou alto?
O que gosto de fazer?
Escrever na última folha o nome e fazer um desenho.
Após fizemos um jogo de adivinhação, cada aluno recebeu o livro de um colega para ler e tentar descobrir de quem era através da observação das características.
Realizamos um diálogo sobre as características dos colegas e diferenças existentes.
Fizemos o registro do jogo, um painel com o título “ Somos diferentes, mas todos são especiais”, Viva a diversidade!
Cada grupo fez uma reflexão e desenho das características dos colegas para depois ser colado do painel.
Fiz a seguinte distribuição entre os grupos:
Grupo 1: Refletiu, escreveu e desenhou diferenças nos cabelos dos alunos da turma,
Grupo 2: olhos
Grupo 3: altura
Grupo 4:cor de pele
Grupo 5: sexo e preferências
Grupo 6: brincadeira preferidas.
O painel ficou bem colorido e mostrou bem as diferenças existentes.
Dialogamos mais na turma sobre as diferenças e uma menina relatou um caso que viu fora da escola de ofensa a negro, outros alunos mostraram já vir situações como estas, também dialogamos sobre uma situação que as vezes surge na sala de aula e que era bem freqüentes no ano anterior entre os alunos quer eram da mesma turma de chamar um colega de gordo, conversamos sobre preconceito e que todos são bonitos e especiais.
No dia 19 de Abril foi outro dia que também realizamos uma atividade sobre a diversidade , trabalhamos o dia do índio, os alunos ouviram uma lenda indígena e dialogamos sobre seus costumes, tradições e como muitos índios estão vivendo atualmente.
Nosso papel como educadoras é realizar uma proposta pedagógica que contemple os excluídos, isto pode ser feito ao trabalhar diferentes etnias na sala de aula, valorização e importância de todos na sociedade.
Através da educação para a diversidade os alunos aprendem a aceitar e respeitar as diferenças para conviver bem e questionar as injustiças atuais de desigualdade .
O contato com qualquer cultura diferente da sua deve levar a criança a compreensão de que somos parte de uma grande diversidade em que cada um tem a sua importância e sua participação no todo.
“Ora, identidade implica a alteridade, assim como a alteridade pressupõe diversidade de identidades, pois é na interação com o outro não-idêntico que a identidade se constitui.”
Os índios no Brasil, quem são e quantos são.
Citação extraída do Livro “O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje” – Brasília, 2006.
Autor: Gersen dos Santos Luciano – Baniwa
“Trabalhar sobre a discriminação racial nas Séries Inicias é ao mesmo tempo um tema indispensável e complexo. Indispensável porque é neste momento que a criança está em formação física, cognitiva e moral, sendo assim, a intervenção pedagógica poderá contribuir para que ela venha conviver nesta sociedade, de múltiplas configurações étnicas,religiosas, culturais, compreendendo essas diferenças e como são produzidas na sociedade”.
Era uma vez uma menina muito bonita.Uma prática pedagógica relacionada com a questão racial em umaturma de alfabetização.
Luciane Andréia Ribeiro Leite
sábado, 24 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Música
Música:
Trabalho com segundo ano e um dos conteúdos importantes para que sejam alfabetizados é conhecer o alfabeto. Neste curso de Pedagogia tive uma disciplina de Música onde aprendi sobre a importância da utilizar este recurso com os alunos.
“Diante destas considerações, podemos perceber a importância da atividade musical para o ser humano, cumprindo em uma sociedade as mais variadas funções, entre as quais poderíamos citar o prazer estético e lúdico, a representação simbólica, a expressão corporal, a adaptação aos valores sociais e a contribuição para a continuidade da tradição cultural.” Texto “De quem é a música”, Ana Paula Melchiors Stahlschmidt.
Realizei um curso de Alfabetização na UFRGS onde aprendi uma música bem divertida do alfabeto que não é na ordem alfabética, há uma classificação: coisas, comidas, bichos, jogos e trabalhos. Esta semana cantei com meus alunos, eles se beneficiam do recurso da música para aprender o alfabeto relacionado ao que é significativo .
Utilizo músicas em diversos momentos da aula: início para que tenha uma introdução, durante as atividades, em momentos que é necessário fazer silêncio ou falar mais baixo.
Música do alfabeto:
X DE XÍCARA
C DE CHINELO
N DE NINHO
Y DE YELLOW
H DE HELICÓPTERO
T DE TELHA
V DE VASSOURA
O DE ORELHA
R DE RELÓGIO
Z DE ZOOLÓGICO
COISAS QUE EXISTEM
E TAMBÉM AS INVENTADAS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.
A DE AMENDOIM
B DE BANANA
L DE LARANJA
Q DE QUEIJO
COMIDAS QUE EXISTEM
E TAMBÉM AS INVENTADAS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.
D DRAGÃO
E ELEFANTE
J JACARÉ
U URSO
BICHOS QUE EXISTEM
E TAMBÉM OS INVENTADOS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.
I DE IÔIÔ
F FUTEBOL
K KUNG FU
W WINDSURFE
JOGOS QUE EXISTEM
E TAMBÉM OS INVENTADOS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.
G DE GOLEIRO
P DE PALHAÇO
M DE MECÂNICO
S DE SOLDADO
TRABALHOS QUE EXISTEM
E TAMBÉM OS INVENTADOS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.
A ABACADABRA
P PIRIRIPIMPIM
PENSO, ESCREVO
MÁGICA SEM FIM.
POIS TUDO O QUE EXISTE
E MUITO MAIS QUE É INVENTADO
ESCREVO CERTO COM
AS LETRAS DO ALFABETO.
Enfim, este é um excelente recurso para auxiliar no processo de aprendizagem.
Raquel Guterres
Trabalho com segundo ano e um dos conteúdos importantes para que sejam alfabetizados é conhecer o alfabeto. Neste curso de Pedagogia tive uma disciplina de Música onde aprendi sobre a importância da utilizar este recurso com os alunos.
“Diante destas considerações, podemos perceber a importância da atividade musical para o ser humano, cumprindo em uma sociedade as mais variadas funções, entre as quais poderíamos citar o prazer estético e lúdico, a representação simbólica, a expressão corporal, a adaptação aos valores sociais e a contribuição para a continuidade da tradição cultural.” Texto “De quem é a música”, Ana Paula Melchiors Stahlschmidt.
Realizei um curso de Alfabetização na UFRGS onde aprendi uma música bem divertida do alfabeto que não é na ordem alfabética, há uma classificação: coisas, comidas, bichos, jogos e trabalhos. Esta semana cantei com meus alunos, eles se beneficiam do recurso da música para aprender o alfabeto relacionado ao que é significativo .
Utilizo músicas em diversos momentos da aula: início para que tenha uma introdução, durante as atividades, em momentos que é necessário fazer silêncio ou falar mais baixo.
Música do alfabeto:
X DE XÍCARA
C DE CHINELO
N DE NINHO
Y DE YELLOW
H DE HELICÓPTERO
T DE TELHA
V DE VASSOURA
O DE ORELHA
R DE RELÓGIO
Z DE ZOOLÓGICO
COISAS QUE EXISTEM
E TAMBÉM AS INVENTADAS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.
A DE AMENDOIM
B DE BANANA
L DE LARANJA
Q DE QUEIJO
COMIDAS QUE EXISTEM
E TAMBÉM AS INVENTADAS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.
D DRAGÃO
E ELEFANTE
J JACARÉ
U URSO
BICHOS QUE EXISTEM
E TAMBÉM OS INVENTADOS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.
I DE IÔIÔ
F FUTEBOL
K KUNG FU
W WINDSURFE
JOGOS QUE EXISTEM
E TAMBÉM OS INVENTADOS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.
G DE GOLEIRO
P DE PALHAÇO
M DE MECÂNICO
S DE SOLDADO
TRABALHOS QUE EXISTEM
E TAMBÉM OS INVENTADOS SÃO ESCRITAS
COM AS LETRAS DO ALFABETO
UMA LETRA NO COMEÇO
E AS DEMAIS ENFILEIRADAS
FORMAM SÍLABAS, PALAVRAS, FRASES
SEMPRE O JEITO CERTO.
A ABACADABRA
P PIRIRIPIMPIM
PENSO, ESCREVO
MÁGICA SEM FIM.
POIS TUDO O QUE EXISTE
E MUITO MAIS QUE É INVENTADO
ESCREVO CERTO COM
AS LETRAS DO ALFABETO.
Enfim, este é um excelente recurso para auxiliar no processo de aprendizagem.
Raquel Guterres
domingo, 11 de abril de 2010
Projetos
Projetos:
Trabalho como professora regente de segundo ano desde 2006, inicialmente não desenvolvia trabalho com interdisciplinaridade entre os conteúdos desenvolvidos. Neste curso de Pedagogia aprendi sobre a importância e benefícios de trabalhar com projetos, tive a oportunidade de colocar em prática em minha experiência profissional.
Neste ano de estágio estou trabalhando com projetos, o tema foi escolhido pelas professoras( eu e a professora da outra turma de segundo ano),baseado nos interesses e necessidades dos alunos.
O projeto chama-se “Somos importantes” e tem como tema a construção da identidade de cada aluno, sua vida nos ambientes que freqüenta e a construção do grupo no ambiente escolar sentindo-se parte integrante e importante neste meio.
De acordo com: Léa da Cruz Fagundes; Luciane Sayuri Sato; Débora Laurino Maçada, no livro: “Aprendizes do futuro: as inovações começaram! Projeto de aprendizagem? O que é? Como se faz?”
“Quando falamos em “aprendizagem por projetos” estamos necessariamente nos referindo à formulação de questões pelo autor do projeto, pelo sujeito que vai construir conhecimento. Partimos do princípio de que o aluno nunca é uma tábula rasa, isto é, partimos do princípio de que ele já pensava antes”. Pág 2.
“A situação de projeto de aprendizagem pode favorecer especialmente a aprendizagem de cooperação, com trocas recíprocas e respeito mútuo. Isto quer dizer que a prioridade não é o conteúdo em si, formal e descontextualizado. A proposta é aprender conteúdos, por meio de procedimentos que desenvolvam a própria capacidade de continuar aprendendo, num processo construtivo e simultâneo de questionar-se, encontrar certezas e reconstruí-las em novas certezas. Isto quer dizer: formular problemas, encontrar soluções que suportem a formulação de novos e mais complexos problemas. Ao mesmo tempo, este processo compreende o desenvolvimento continuado de novas competências em níveis mais avançados, seja do quadro conceitual do sujeito, de seus sistemas lógicos, seja de seus sistemas de valores e de suas condições de tomada de consciência.” Pág 8.
Foi solicitado pela supervisão da escola para o dia 19 de Março um planejamento com conteúdos e atividades que seriam desenvolvidos com a turma, apresentei com minha colega de segundo ano o projeto “Somos importantes” e já estamos colocando em prática.
PROJETO DE TRABALHO
1º TRIMESTRE- 2010
Escola municipal de ensino fundamental
Edwiges Fogaça.
Público alvo: Segundo ano B
Professora:
Raquel da Silva Guterres
Justificativa:
O presente projeto justifica-se pela necessidade e importância da turma se constituir enquanto grupo, construir um vínculo afetivo entre colegas e professora, avançando assim na construção de sua identidade, percebendo-se como parte importante no grupo.
Objetivos gerais:
Possibilitar que as crianças avancem na construção de sua identidade,reconhecendo-se como indivíduo único, em um grupo com outros sujeitos únicos. Através do auto conhecimento, trabalho com o seu nome, sua família, seus gostos e preferências, conhecimento de seu corpo e de sua história, construindo assim uma aprendizagem significativa e prazerosa.
Objetivos específicos:
• Ampliar o conhecimento de si, percebendo-se em sua singularidade.
• Construir vínculo afetivo com o outro, possibilitando a construção de novas aprendizagens e sentimento de pertencimento no grupo.
• Desenvolver a expressão oral, expressando-se com clareza seus sentimentos, opiniões e conhecimentos.
• Participar de vivencias individuais e coletivas, a fim de desenvolver sua criatividade, expressividade, sensibilidade e afetividade.
• Realizar atividades em grupo, ampliando sua socialização e o respeito às diferenças.
• Oportunizar o contato com diferentes portadores de textos, aprofundando assim os conhecimentos referentes à leitura e escrita.
• Conhecer e identificar todo o alfabeto para que possa avançar na construção de seu processo de alfabetização.
• Qualificar o conhecimento de si próprio e do grupo, através do trabalho com literatura infantil.
• Saber escrever seu nome, construindo sua identidade diferenciando-se no grupo.
• Vivenciar atividades de leitura e escrita diariamente, oportunizando assim, que cada aluno avance em relação ao momento de aprendizagem em que se encontra.
• Participar de atividades lúdicas, desafiadoras, tendo contato com diferentes materiais concretos, avançando no desenvolvimento de seu raciocínio lógico-matemático.
• Ampliar o conhecimento dos números, estabelecendo maior relação entre numeral e quantidade.
• Realizar oralmente e através de registros cálculos matemáticos, avançando no conhecimento e compreensão das quatro operações.
• Resolver situações-problemas e construir a partir delas o significado de adição.
• Identificar números como símbolos utilizados no dia – a dia como peso,altura, número de telefone, data de aniversário...
• Desenvolver a sensibilidade artística e estética, ampliando sua criatividade, afetividade e sensibilidade.
• Realizar o registro e a análise das informações coletadas através de gráficos e tabelas, desenvolvendo o raciocínio lógico-matemático.
• Desenvolver a expressão, a oralidade, o movimento e o conhecimento do corpo, através de atividades que envolvam a música e brincadeiras recreativas.
• Conhecer e analisar seu registro de nascimento e outros documentos, avançando assim na construção de sua identidade.
• Manifestar seus gostos e preferências, a fim de qualificar o conhecimento de si próprio.
• Refletir sobre as diferenças existentes entre o comportamento de bebês e crianças na faixa etária dos alunos, percebendo o crescimento e aprendizagens construídas durante a vida.
• Construir coletivamente as regras de convivência da turma, refletindo sobre a importância dos valores e respeito ao outro.
• Proporcionar desafios em que as crianças tenham a oportunidade de diferenciar letras,sílabas,números, frases e textos.
• Enriquecer o conhecimento da criança quanto a diferentes costumes e tradições através de atividades que envolvem e valorizam as datas comemorativas.
• Refletir sobre o aprender como componente importante na vida de todo o ser humano.
Conteúdos a serem desenvolvidos:
Alfabeto
Nome
Leitura
Escrita
Expressão oral
Diferenciar letras, números, sílabas, palavras e frases.
Quantidades, relação com numeral e quantidade (números de 0 a 20)
Adição
Trabalho com gráficos para registro das informações
Conceito de medida, altura, tamanho, peso
Relação termo-a-termo
Gráficos
Classificação
Seriação
Conceito de ordem
Noção espaço-temporal
Comparação
Corpo
Família
Escola
História de vida, linha do tempo da vida
Bairro que vivem
Socialização
Valores- respeito ao outro e as diferenças.
Sensibilidade
Afetividade
Expressividade
Cores
Motricidade
Avaliação:
A avaliação inicia no momento em que o professor utiliza-se de instrumentos para conhecer o que as crianças sabem sobre o tema do projeto, bem como o que desejam aprender, tendo assim um enfoque investigativo de diagnóstico da turma.
Durante a realização do projeto, pretendo avaliar constantemente o desempenho das crianças, bem como o alcance dos objetivos que foram propostos.
Será avaliado também durante o desenvolvimento do projeto o envolvimento das crianças e a participação das mesmas durante as atividades propostas.
No decorrer das aulas o professor realizará registros referentes à participação e desempenho dos alunos, aspectos estes que integrarão a avaliação de cada criança.
Enfim, está sendo maravilhoso trabalhar com projetos, pois se pode trabalhar um assunto interligando a todas as interdisciplinas e desperta maior interesse no alunos.
Raquel Guterres
Trabalho como professora regente de segundo ano desde 2006, inicialmente não desenvolvia trabalho com interdisciplinaridade entre os conteúdos desenvolvidos. Neste curso de Pedagogia aprendi sobre a importância e benefícios de trabalhar com projetos, tive a oportunidade de colocar em prática em minha experiência profissional.
Neste ano de estágio estou trabalhando com projetos, o tema foi escolhido pelas professoras( eu e a professora da outra turma de segundo ano),baseado nos interesses e necessidades dos alunos.
O projeto chama-se “Somos importantes” e tem como tema a construção da identidade de cada aluno, sua vida nos ambientes que freqüenta e a construção do grupo no ambiente escolar sentindo-se parte integrante e importante neste meio.
De acordo com: Léa da Cruz Fagundes; Luciane Sayuri Sato; Débora Laurino Maçada, no livro: “Aprendizes do futuro: as inovações começaram! Projeto de aprendizagem? O que é? Como se faz?”
“Quando falamos em “aprendizagem por projetos” estamos necessariamente nos referindo à formulação de questões pelo autor do projeto, pelo sujeito que vai construir conhecimento. Partimos do princípio de que o aluno nunca é uma tábula rasa, isto é, partimos do princípio de que ele já pensava antes”. Pág 2.
“A situação de projeto de aprendizagem pode favorecer especialmente a aprendizagem de cooperação, com trocas recíprocas e respeito mútuo. Isto quer dizer que a prioridade não é o conteúdo em si, formal e descontextualizado. A proposta é aprender conteúdos, por meio de procedimentos que desenvolvam a própria capacidade de continuar aprendendo, num processo construtivo e simultâneo de questionar-se, encontrar certezas e reconstruí-las em novas certezas. Isto quer dizer: formular problemas, encontrar soluções que suportem a formulação de novos e mais complexos problemas. Ao mesmo tempo, este processo compreende o desenvolvimento continuado de novas competências em níveis mais avançados, seja do quadro conceitual do sujeito, de seus sistemas lógicos, seja de seus sistemas de valores e de suas condições de tomada de consciência.” Pág 8.
Foi solicitado pela supervisão da escola para o dia 19 de Março um planejamento com conteúdos e atividades que seriam desenvolvidos com a turma, apresentei com minha colega de segundo ano o projeto “Somos importantes” e já estamos colocando em prática.
PROJETO DE TRABALHO
1º TRIMESTRE- 2010
Escola municipal de ensino fundamental
Edwiges Fogaça.
Público alvo: Segundo ano B
Professora:
Raquel da Silva Guterres
Justificativa:
O presente projeto justifica-se pela necessidade e importância da turma se constituir enquanto grupo, construir um vínculo afetivo entre colegas e professora, avançando assim na construção de sua identidade, percebendo-se como parte importante no grupo.
Objetivos gerais:
Possibilitar que as crianças avancem na construção de sua identidade,reconhecendo-se como indivíduo único, em um grupo com outros sujeitos únicos. Através do auto conhecimento, trabalho com o seu nome, sua família, seus gostos e preferências, conhecimento de seu corpo e de sua história, construindo assim uma aprendizagem significativa e prazerosa.
Objetivos específicos:
• Ampliar o conhecimento de si, percebendo-se em sua singularidade.
• Construir vínculo afetivo com o outro, possibilitando a construção de novas aprendizagens e sentimento de pertencimento no grupo.
• Desenvolver a expressão oral, expressando-se com clareza seus sentimentos, opiniões e conhecimentos.
• Participar de vivencias individuais e coletivas, a fim de desenvolver sua criatividade, expressividade, sensibilidade e afetividade.
• Realizar atividades em grupo, ampliando sua socialização e o respeito às diferenças.
• Oportunizar o contato com diferentes portadores de textos, aprofundando assim os conhecimentos referentes à leitura e escrita.
• Conhecer e identificar todo o alfabeto para que possa avançar na construção de seu processo de alfabetização.
• Qualificar o conhecimento de si próprio e do grupo, através do trabalho com literatura infantil.
• Saber escrever seu nome, construindo sua identidade diferenciando-se no grupo.
• Vivenciar atividades de leitura e escrita diariamente, oportunizando assim, que cada aluno avance em relação ao momento de aprendizagem em que se encontra.
• Participar de atividades lúdicas, desafiadoras, tendo contato com diferentes materiais concretos, avançando no desenvolvimento de seu raciocínio lógico-matemático.
• Ampliar o conhecimento dos números, estabelecendo maior relação entre numeral e quantidade.
• Realizar oralmente e através de registros cálculos matemáticos, avançando no conhecimento e compreensão das quatro operações.
• Resolver situações-problemas e construir a partir delas o significado de adição.
• Identificar números como símbolos utilizados no dia – a dia como peso,altura, número de telefone, data de aniversário...
• Desenvolver a sensibilidade artística e estética, ampliando sua criatividade, afetividade e sensibilidade.
• Realizar o registro e a análise das informações coletadas através de gráficos e tabelas, desenvolvendo o raciocínio lógico-matemático.
• Desenvolver a expressão, a oralidade, o movimento e o conhecimento do corpo, através de atividades que envolvam a música e brincadeiras recreativas.
• Conhecer e analisar seu registro de nascimento e outros documentos, avançando assim na construção de sua identidade.
• Manifestar seus gostos e preferências, a fim de qualificar o conhecimento de si próprio.
• Refletir sobre as diferenças existentes entre o comportamento de bebês e crianças na faixa etária dos alunos, percebendo o crescimento e aprendizagens construídas durante a vida.
• Construir coletivamente as regras de convivência da turma, refletindo sobre a importância dos valores e respeito ao outro.
• Proporcionar desafios em que as crianças tenham a oportunidade de diferenciar letras,sílabas,números, frases e textos.
• Enriquecer o conhecimento da criança quanto a diferentes costumes e tradições através de atividades que envolvem e valorizam as datas comemorativas.
• Refletir sobre o aprender como componente importante na vida de todo o ser humano.
Conteúdos a serem desenvolvidos:
Alfabeto
Nome
Leitura
Escrita
Expressão oral
Diferenciar letras, números, sílabas, palavras e frases.
Quantidades, relação com numeral e quantidade (números de 0 a 20)
Adição
Trabalho com gráficos para registro das informações
Conceito de medida, altura, tamanho, peso
Relação termo-a-termo
Gráficos
Classificação
Seriação
Conceito de ordem
Noção espaço-temporal
Comparação
Corpo
Família
Escola
História de vida, linha do tempo da vida
Bairro que vivem
Socialização
Valores- respeito ao outro e as diferenças.
Sensibilidade
Afetividade
Expressividade
Cores
Motricidade
Avaliação:
A avaliação inicia no momento em que o professor utiliza-se de instrumentos para conhecer o que as crianças sabem sobre o tema do projeto, bem como o que desejam aprender, tendo assim um enfoque investigativo de diagnóstico da turma.
Durante a realização do projeto, pretendo avaliar constantemente o desempenho das crianças, bem como o alcance dos objetivos que foram propostos.
Será avaliado também durante o desenvolvimento do projeto o envolvimento das crianças e a participação das mesmas durante as atividades propostas.
No decorrer das aulas o professor realizará registros referentes à participação e desempenho dos alunos, aspectos estes que integrarão a avaliação de cada criança.
Enfim, está sendo maravilhoso trabalhar com projetos, pois se pode trabalhar um assunto interligando a todas as interdisciplinas e desperta maior interesse no alunos.
Raquel Guterres
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Neste semestre postarei algumas atividades desenvolvidas durante meu estágio relacionando ao que aprendi no curso de Pedagogia da UFRGS.
Jogos:
Está se aproximando a Páscoa e propus a turma um jogo que aprenderam muito e o resultado foi além de minha expectativas, do que havia planejado em um primeiro momento.
Fiz uma grande cesta e coloquei na parede, a turma foi dividida em 6 grupos e brincamos que cada grupo seria uma fábrica de ovos de chocolate ( Chocolate na imaginação porque fariam de papel), havia uma regra para a confecção dos ovos e nomes dos grupos:
Nomes dos grupos: Cada grupo seria representado pelo componente em que não há nenhum outro colega na turma com a mesma letra inicial do nome. Exemplo: Um grupo foi representado pelo colega Thiago porque na turma não tem mais alunos que iniciem com a letra “T”.
Confecção dos ovos: Grupo T: Ovos enfeitados com cenouras.
Grupo K: Enfeites com coelhos.
Grupo D: Enfeites com pirulitos.
Grupo S/ V: Enfeites com chocolates.
Grupo B: Enfeites com estrelas.
Grupo C: Enfeites com balas.
Após ficarem prontos deveriam colocar na cesta prendendo com fita durex, sem usar cola.
No dia seguinte trouxe um dado grande com O, 1, 2 e 3. Regra do jogo:
Se sair “0” no dado: Não pegar ovos na cesta.
1: Pegar um ovo de pirulitos ou balas.
2: Pegar dois ovos de estrelas ou cenouras.
3: Pegar três ovos de coelhos ou chocolates.
O grupo vencedor seria aquele que conseguisse a maior quantidade de ovos.
Minha idéia era de que após o jogo registrassem no caderno o grupo vencedor e qual pontuação fez, no entanto surgiram novas idéias e coloquei em prática acrescentando novidades ao planejamento. Registraram naquele dia a pontuação que fizeram e no dia seguinte trouxe uma folha com as pontuações de cada grupo e deveriam fazer conta armada de adição, também deveriam escrever os nomes dos colegas que representaram cada grupo e escrever os nomes dos enfeites dos ovos colocando o número de letras e sílabas.
De acordo com Souza e Cordeiro:
O jogo é uma atividade rica e de grande efeito que responde as necessidades lúdicas, intelectuais e afetivas, estimulando a vida social e representando, assim, importante contribuição na aprendizagem. Esta atividade lúdica requer da criança esforço significativo, ao mesmo tempo em que a leva a superar frustrações de perda e possibilita a criança entrar em relação real ou imaginária com o outro, sob diversas formas. O jogo é uma brincadeira em que o adversário é um parceiro. (1992, p.86).
Enfim, muitas oportunidades de aprendizagem surgem através de um jogo, a aprendizagem se torna prazerosa e significativa.
Jogos:
Está se aproximando a Páscoa e propus a turma um jogo que aprenderam muito e o resultado foi além de minha expectativas, do que havia planejado em um primeiro momento.
Fiz uma grande cesta e coloquei na parede, a turma foi dividida em 6 grupos e brincamos que cada grupo seria uma fábrica de ovos de chocolate ( Chocolate na imaginação porque fariam de papel), havia uma regra para a confecção dos ovos e nomes dos grupos:
Nomes dos grupos: Cada grupo seria representado pelo componente em que não há nenhum outro colega na turma com a mesma letra inicial do nome. Exemplo: Um grupo foi representado pelo colega Thiago porque na turma não tem mais alunos que iniciem com a letra “T”.
Confecção dos ovos: Grupo T: Ovos enfeitados com cenouras.
Grupo K: Enfeites com coelhos.
Grupo D: Enfeites com pirulitos.
Grupo S/ V: Enfeites com chocolates.
Grupo B: Enfeites com estrelas.
Grupo C: Enfeites com balas.
Após ficarem prontos deveriam colocar na cesta prendendo com fita durex, sem usar cola.
No dia seguinte trouxe um dado grande com O, 1, 2 e 3. Regra do jogo:
Se sair “0” no dado: Não pegar ovos na cesta.
1: Pegar um ovo de pirulitos ou balas.
2: Pegar dois ovos de estrelas ou cenouras.
3: Pegar três ovos de coelhos ou chocolates.
O grupo vencedor seria aquele que conseguisse a maior quantidade de ovos.
Minha idéia era de que após o jogo registrassem no caderno o grupo vencedor e qual pontuação fez, no entanto surgiram novas idéias e coloquei em prática acrescentando novidades ao planejamento. Registraram naquele dia a pontuação que fizeram e no dia seguinte trouxe uma folha com as pontuações de cada grupo e deveriam fazer conta armada de adição, também deveriam escrever os nomes dos colegas que representaram cada grupo e escrever os nomes dos enfeites dos ovos colocando o número de letras e sílabas.
De acordo com Souza e Cordeiro:
O jogo é uma atividade rica e de grande efeito que responde as necessidades lúdicas, intelectuais e afetivas, estimulando a vida social e representando, assim, importante contribuição na aprendizagem. Esta atividade lúdica requer da criança esforço significativo, ao mesmo tempo em que a leva a superar frustrações de perda e possibilita a criança entrar em relação real ou imaginária com o outro, sob diversas formas. O jogo é uma brincadeira em que o adversário é um parceiro. (1992, p.86).
Enfim, muitas oportunidades de aprendizagem surgem através de um jogo, a aprendizagem se torna prazerosa e significativa.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Didática
A atividade escolhida por ser significativa foi a leitura dos textos “O contexto da prática avaliativa no cotidiano escolar”, de Lucinete Ferreira e “Rumo a uma avaliação inclusiva”, de Javier Onrubia Goni . A partir desta leitura deveria responder algumas questões propostas sobre avaliação e registrar respostas a questões como: Tipo de avaliação que utilizo com meus alunos, como é realizada, de que forma, com que freqüência, critérios utilizados, fins, o que posso aperfeiçoar em minha prática pedagógica quanto a avaliação.
Nesta atividade pude refletir mais sobre os tipos de avaliação existentes, a importância da avaliação e se realmente avalio indo de encontro as necessidade de meus alunos, auxiliando-os durante o processo de construção da aprendizagem. As aprendizagens ocorridas são:
“ Ao assumir uma postura ética o professor assume o papel de orientador, conduz o processo de aprendizagem de forma participativa, através de diálogo e cooperação, trata o aluno como pessoa concreta, cria condições para que o aluno analise seu contexto e produza cultura, determinada pelo seu contexto histórico e que o torna individual, assume o papel de facilitador da aprendizagem, não é meramente transmissor de conhecimento, cria condições para que o aluno aprenda, dando-lhe assistência, interage para a consecução do processo de ensino-aprendizagem, proporciona um ambiente em que haja o mínimo de ameaças ao eu, para que a aprendizagem seja significativa., aproveita momentos no cotidiano para avaliar o aluno de forma prazerosa e não angustiante, sua avaliação é contínua e diagnóstica para que durante o processo de aprendizagem possa propor desafios afim de que todos os alunos realmente aprendam .”
Escolhi estas aprendizagens porque é importante como educadora refletir sobre meu papel principalmente em algo tão sério como a avaliação que pode contribuir para crescimento do aluno ou promover prática discriminatória e seletiva, onde os alunos de classes sociais menos favorecidas são eliminados do processo.
Confesso que já usei o poder de avaliar para impor atenção e interesse dos alunos na atividade proposta, agora vejo o quanto estava errada pois de acordo com o texto: O contexto da prática avaliativa no cotidiano escolar, de Lucinete Ferreira
“São excelentes momentos para se avaliar o aluno de forma prazerosa e não de forma angustiante, o aluno pode ser avaliado a partir de tarefas diversificadas, de tudo o que ele produz como expressão do seu conhecimento.”Pág 11
Estou aperfeiçoando minha prática pedagógica em relação à avaliação utilizando mais diversidade de critérios durante o processo de construção do conhecimento, também procuro assumir uma postura ética de utilizar a avaliação para construção da aprendizagem de forma prazerosa não amedrontando os alunos.
Nesta atividade pude refletir mais sobre os tipos de avaliação existentes, a importância da avaliação e se realmente avalio indo de encontro as necessidade de meus alunos, auxiliando-os durante o processo de construção da aprendizagem. As aprendizagens ocorridas são:
“ Ao assumir uma postura ética o professor assume o papel de orientador, conduz o processo de aprendizagem de forma participativa, através de diálogo e cooperação, trata o aluno como pessoa concreta, cria condições para que o aluno analise seu contexto e produza cultura, determinada pelo seu contexto histórico e que o torna individual, assume o papel de facilitador da aprendizagem, não é meramente transmissor de conhecimento, cria condições para que o aluno aprenda, dando-lhe assistência, interage para a consecução do processo de ensino-aprendizagem, proporciona um ambiente em que haja o mínimo de ameaças ao eu, para que a aprendizagem seja significativa., aproveita momentos no cotidiano para avaliar o aluno de forma prazerosa e não angustiante, sua avaliação é contínua e diagnóstica para que durante o processo de aprendizagem possa propor desafios afim de que todos os alunos realmente aprendam .”
Escolhi estas aprendizagens porque é importante como educadora refletir sobre meu papel principalmente em algo tão sério como a avaliação que pode contribuir para crescimento do aluno ou promover prática discriminatória e seletiva, onde os alunos de classes sociais menos favorecidas são eliminados do processo.
Confesso que já usei o poder de avaliar para impor atenção e interesse dos alunos na atividade proposta, agora vejo o quanto estava errada pois de acordo com o texto: O contexto da prática avaliativa no cotidiano escolar, de Lucinete Ferreira
“São excelentes momentos para se avaliar o aluno de forma prazerosa e não de forma angustiante, o aluno pode ser avaliado a partir de tarefas diversificadas, de tudo o que ele produz como expressão do seu conhecimento.”Pág 11
Estou aperfeiçoando minha prática pedagógica em relação à avaliação utilizando mais diversidade de critérios durante o processo de construção do conhecimento, também procuro assumir uma postura ética de utilizar a avaliação para construção da aprendizagem de forma prazerosa não amedrontando os alunos.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Linguagem e Didática
Na interdisciplina de Linguagem e educação foi proposta a leitura do texto “Não há como alfabetizar sem método?”, de Iole Trindade, deveríamos participar de um fórum destacando e comentando algumas ideias dos textos trabalhados considero importantes para o desenvolvimento de um plano de aula. A aprendizagem ocorrida é que não há como alfabetizar sem método, o método pode ser um pouco de cada e o mais importante é a forma como é aplicado.
De acordo com o texto “Não há como alfabetizar sem método?”, de Iole Trindade:
“Passo, nesta seção, a fazer novas provocações, ao imaginar aquelas que quem lê este texto se faz agora: o que fazer, então, na segunda-feira de manhã? Por onde começar? E, de forma taxativa, respondo: não há como alfabetizar sem método. Digo isso tudo por não creditar aos métodos uma grande verdade, “a” verdade. Digo isso, sim, sem a ilusão de que exista um discurso que oriente uma prática de forma mais verdadeira, optando pelo que reconheço como a “melhor tática”, mesmo que provisória, e que consiste na consideração de uma trajetória dos estudos na área da alfabetização e da língua materna para a produção de um método ou uma didática de alfabetização. Digo mais: penso que, ao mesmo tempo em que precisamos lançar um olhar de estranhamento para as práticas de alfabetização que produzimos, isto é, para a representação que damos a determinados discursos, posicionando-os em diferentes áreas do conhecimento, incluindo a pedagógica, precisamos lançar um olhar de estranhamento para seus efeitos, com vistas a produzir uma escolarização em diferentes níveis e modalidades de ensino, discutindo, portanto, a sua produção e a pertinência da sua escolarização. “
“Assumindo também, como professora de prática de ensino, que precisamos ter uma didática que acolha essa pluralidade de discursos, fazendo uso deles conforme necessidades de uma formação, reafirmo que não há como alfabetizar e letrar (não importa a ordem!), na escola, sem o uso de múltiplos métodos que contemplem os processos de ensino e de aprendizagem, isto é, de aquisição (codificação e decodificação) e usos da língua escrita.”
“”Sem falsos preconceitos, proponho, portanto, “mais um método de alfabetização” (entre os tantos circulantes, na academia e na escola), construído pela bricolagem de didáticas diversas, contando, então, com a trajetória dos “tradicionais” métodos de alfabetização, como uma produção histórica que permite que exploremos, por exemplo, a relação imagem-letra inicial de palavras significativas ou entre as unidades linguísticas (grafemas-fonemas, sílabas-letras, palavras-sílabas, frase-palavras, texto-frases), além de todas as variações imagináveis, que os métodos em suas diferentes marchas e combinações nos ensinaram, a partir de uma produção que foi passando por alterações ao longo dos séculos
“Devo observar, ainda, que a atuação como pesquisadora tem exigido um olhar de estranhamento em relação ao que produzimos e veiculamos”
Esta aprendizagem foi significativa porque tinha dúvidas sobre a importância do uso de um método, nunca esqueço que quando entrei na escola que trabalho, a supervisora me questionou sobre que método usava, confesso que não sabia o que responder. Atualmente meu método é um pouco de cada, procuro aprender sobre novos métodos porque aprendi nesta interdisciplina que não devemos confiar totalmente em um método, o tempo passa e para não ficar ultrapassada e evoluir com o mundo que nos rodeia devo estar aberta a aprender novas formas de construir conhecimento com meus alunos.
A evidência maior desta aprendizagem é que estou neste curso de Pedagogia aberta a aprender e sendo mais crítica com as informações que me rodeiam, percebi que todos os métodos tem algo que posso aproveitar e não defendo um a ponto de fechar os olhos para novas formas de aprender.
De acordo com o texto “Não há como alfabetizar sem método?”, de Iole Trindade:
“Passo, nesta seção, a fazer novas provocações, ao imaginar aquelas que quem lê este texto se faz agora: o que fazer, então, na segunda-feira de manhã? Por onde começar? E, de forma taxativa, respondo: não há como alfabetizar sem método. Digo isso tudo por não creditar aos métodos uma grande verdade, “a” verdade. Digo isso, sim, sem a ilusão de que exista um discurso que oriente uma prática de forma mais verdadeira, optando pelo que reconheço como a “melhor tática”, mesmo que provisória, e que consiste na consideração de uma trajetória dos estudos na área da alfabetização e da língua materna para a produção de um método ou uma didática de alfabetização. Digo mais: penso que, ao mesmo tempo em que precisamos lançar um olhar de estranhamento para as práticas de alfabetização que produzimos, isto é, para a representação que damos a determinados discursos, posicionando-os em diferentes áreas do conhecimento, incluindo a pedagógica, precisamos lançar um olhar de estranhamento para seus efeitos, com vistas a produzir uma escolarização em diferentes níveis e modalidades de ensino, discutindo, portanto, a sua produção e a pertinência da sua escolarização. “
“Assumindo também, como professora de prática de ensino, que precisamos ter uma didática que acolha essa pluralidade de discursos, fazendo uso deles conforme necessidades de uma formação, reafirmo que não há como alfabetizar e letrar (não importa a ordem!), na escola, sem o uso de múltiplos métodos que contemplem os processos de ensino e de aprendizagem, isto é, de aquisição (codificação e decodificação) e usos da língua escrita.”
“”Sem falsos preconceitos, proponho, portanto, “mais um método de alfabetização” (entre os tantos circulantes, na academia e na escola), construído pela bricolagem de didáticas diversas, contando, então, com a trajetória dos “tradicionais” métodos de alfabetização, como uma produção histórica que permite que exploremos, por exemplo, a relação imagem-letra inicial de palavras significativas ou entre as unidades linguísticas (grafemas-fonemas, sílabas-letras, palavras-sílabas, frase-palavras, texto-frases), além de todas as variações imagináveis, que os métodos em suas diferentes marchas e combinações nos ensinaram, a partir de uma produção que foi passando por alterações ao longo dos séculos
“Devo observar, ainda, que a atuação como pesquisadora tem exigido um olhar de estranhamento em relação ao que produzimos e veiculamos”
Esta aprendizagem foi significativa porque tinha dúvidas sobre a importância do uso de um método, nunca esqueço que quando entrei na escola que trabalho, a supervisora me questionou sobre que método usava, confesso que não sabia o que responder. Atualmente meu método é um pouco de cada, procuro aprender sobre novos métodos porque aprendi nesta interdisciplina que não devemos confiar totalmente em um método, o tempo passa e para não ficar ultrapassada e evoluir com o mundo que nos rodeia devo estar aberta a aprender novas formas de construir conhecimento com meus alunos.
A evidência maior desta aprendizagem é que estou neste curso de Pedagogia aberta a aprender e sendo mais crítica com as informações que me rodeiam, percebi que todos os métodos tem algo que posso aproveitar e não defendo um a ponto de fechar os olhos para novas formas de aprender.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Didática
A atividade proposta que realizei na interdisciplina de Didática e que contribuiu para minha experiência docente é destacar aspectos positivos e desafiadores do trabalho por projetos através da leitura do texto “Os projetos de trabalho: uma forma de organizar os conhecimentos escolares”, disponível no Rooda .
De acordo com o texto citado acima “ Um projeto pode organizar-se seguindo um determinado eixo : a definição de um conceito, um problema particular ou geral, um conjunto de perguntas inter-relacionadas, uma temática que valha pena ser tratada por si mesma... Normalmente , superam-se os limites de uma matéria.” Pág 1
Ao realizar a leitura deste texto foram construídas diversas aprendizagens, dentre elas, que a aprendizagem no trabalho por projetos que se baseia em sua significatividade, estruturação muito mais aberta e flexível dos conteúdos escolares, leva-se em conta uma organização curricular baseada nos interesse dos estudantes.Um dos desafios do professor é mostrar ao grupo ou fazê-lo descobrir as possibilidades do projeto proposto (O que pode acontecer), para superar o sentido de querer conhecer o que já sabem, abre múltiplas possibilidades de aprendizagem tanto para alunos quanto para professores, pois não se restringe apenas ao espaço da sala de aula, possibilita construção de conhecimento de forma significativa e favorecedora da autonomia na aprendizagem, gera um auto grau de autoconsciência e de significatividade nos alunos com respeito a sua própria aprendizagem.
Os alunos descobrem que tem uma responsabilidade na própria aprendizagem, que não podem esperar passivamente que o professor tenha todas as respostas e lhes ofereça todas as soluções porque o professor é um facilitador e com freqüência um estudante a mais.
Pode-se aprender sobre sua própria ação o que implica ir além dos problemas cotidianos da classe.
No ano passado trabalhei com meus alunos com projetos e tinha dúvidas sobre continuar ou não trabalhando com projetos este ano.Em 2009, após esta atividade, refleti mais sobre os aspectos positivos do trabalho com projetos e propus as crianças que trabalhássemos sobre a paz na família, escola, bairro onde moram e com certeza todos aprenderam pois tinha muitos alunos com atitudes violentas no recreio, sala de aula e eles mesmos estavam incomodados com a situação. Este tema era do interesse e necessidade dos alunos e o resultado do projeto é que passaram dialogar mais para resolver os conflitos.
De acordo com o texto citado acima “ Um projeto pode organizar-se seguindo um determinado eixo : a definição de um conceito, um problema particular ou geral, um conjunto de perguntas inter-relacionadas, uma temática que valha pena ser tratada por si mesma... Normalmente , superam-se os limites de uma matéria.” Pág 1
Ao realizar a leitura deste texto foram construídas diversas aprendizagens, dentre elas, que a aprendizagem no trabalho por projetos que se baseia em sua significatividade, estruturação muito mais aberta e flexível dos conteúdos escolares, leva-se em conta uma organização curricular baseada nos interesse dos estudantes.Um dos desafios do professor é mostrar ao grupo ou fazê-lo descobrir as possibilidades do projeto proposto (O que pode acontecer), para superar o sentido de querer conhecer o que já sabem, abre múltiplas possibilidades de aprendizagem tanto para alunos quanto para professores, pois não se restringe apenas ao espaço da sala de aula, possibilita construção de conhecimento de forma significativa e favorecedora da autonomia na aprendizagem, gera um auto grau de autoconsciência e de significatividade nos alunos com respeito a sua própria aprendizagem.
Os alunos descobrem que tem uma responsabilidade na própria aprendizagem, que não podem esperar passivamente que o professor tenha todas as respostas e lhes ofereça todas as soluções porque o professor é um facilitador e com freqüência um estudante a mais.
Pode-se aprender sobre sua própria ação o que implica ir além dos problemas cotidianos da classe.
No ano passado trabalhei com meus alunos com projetos e tinha dúvidas sobre continuar ou não trabalhando com projetos este ano.Em 2009, após esta atividade, refleti mais sobre os aspectos positivos do trabalho com projetos e propus as crianças que trabalhássemos sobre a paz na família, escola, bairro onde moram e com certeza todos aprenderam pois tinha muitos alunos com atitudes violentas no recreio, sala de aula e eles mesmos estavam incomodados com a situação. Este tema era do interesse e necessidade dos alunos e o resultado do projeto é que passaram dialogar mais para resolver os conflitos.
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