segunda-feira, 7 de junho de 2010

Quarta-feira, dia 2/06, propus uma atividade de Matemática em que os resultados me chamaram atenção, distribuí desenhos de casinhas que deveriam pintar, recortar e colar em uma rua desenhada por eles, mas para isso deveriam classificar, escolheriam um dos critérios, como: porta escura ou clara, 1 ou 2 janelas, modelo de telhado, com ou sem chaminé, cor que pintaram.
Percebi que alguns alfabetizados ficaram com dificuldades, um aluno até chorou porque já havia colado na folha e não conseguia classificar, ele não conseguia entender que o critério escolhido seria utilizado para todas as casinhas do mesmo lado da rua, acalmei o menino e classifiquei com ele de todas as formas possíveis, após disse que deveria escolher uma forma para classificar, escolheu de acordo com as chaminés e conseguiu compreender a proposta.
Pedi que colocassem o nome na rua e deveria ser o nome e número da rua onde moram, questionei qual é o número do vizinho da frente e qual critério era utilizado para escolha dos números para quem coloca luz como a CEE ou Nortram, coloquei no quadro alguns exemplos de números dos alunos e seus vizinhos da frente classificando, após várias tentativas de adivinhar qual o critério, falei que de um alado da rua são números pares e de outro ímpares, questionei se sabiam o que são números pares e ímpares, alguns só conheciam a brincadeira “ discordar”. Chamei algumas crianças para irem a frente e se agruparam de 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9, fui formando pares entre eles, expliquei que se formarem pares sem sobrar ninguém o número é par, se alguém ficar sozinho no grupo é ímpar, registramos no caderno. Falei sobre ver a unidade de cada número para descobrir se números maiores são pares ou ímpares. Solicitei que escolhessem números pares para colocar nas casas de um lado da rua e ímpares do outro cuidando para que sua casa e a do vizinho ficassem do lado certo, compreenderam bem, alguns tiveram um pouco de dificuldade, precisaram usar também tampinhas para formar grupos e relembrar quais eram pares e ímpares.

“O jogo é um importante aliado para o ensino formal da matemática, através de jogos como: boliche, bingos, dominó, baralho, dado, quebra-cabeça, xadrez, jogo da memória, jogo da velha, jogo dos primeiros números, na ponta da língua, blocos lógicos, linha da vida, caixa surpresa, números impares, números pares, brinquedos educativos, tridimensional, habilidades de calculo, módulos educativos (desenvolve-se habilidades operatórias).
Segundo Antunes (1998) "Entende-se por habilidade operatória uma aptidão ou capacidade cognitiva e apreciativa específica, que possibilita a compreensão e a intervenção de indivíduo nos fenômenos sociais e culturais e que o ajude a construir conexões".
Kishimoto, (2000) "defende que com a aquisição do conhecimento físico, a criança terá elementos para estabelecer relações e desenvolver seu raciocínio lógico matemático, o que é importante para o desenvolvimento da capacidade de ler e escrever".
É viável observar que para o sujeito apropriar-se de conceitos como de números é necessário que este exercite a ação mental sobre o objeto social de conhecimento.
Ainda para Kishimoto (2000) "Para o desenvolvimento do raciocínio lógico matemático, o mediador deve organizar jogos voltados para classificação, seriação, seqüência, espaço, tempo e medidas". A introdução de jogos como recurso didático nas aulas de matemática é tido como possibilidade para diminuir os bloqueios apresentados por alguns alunos, a respeito da matemática.”
Texto “A matemática aplicada de forma lúdica” Valdirene Araújo da Silva Souza 29/01/2009

Esta atividade foi bastante significativa para mim e meus alunos, ambos aprendemos muito. Já trabalhei números pares e ímpares em outra escola com uma turma de Segunda serie, atual terceiro ano, usei apenas livro e lápis e como tiveram dificuldade de aprender, isso porque o interesse era pouco.
Percebo dia a dia como é importante trabalhar o lúdico, o concreto, despertar interesse e curiosidade desafiando-as para realizarem novas descobertas!

2 comentários:

Rose disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rose disse...

Olá Raquel!
Partindo do concreto para o abstrato a aprendizagem torna-se mais interessante e significativa, percebo que usaste essa técnica para a melhor compreensão dos teus educandos.
Explorar o conhecimento que eles trazem os deixam mais participativos e criativos.
Muito bacana tua tarefa!
Abraços, Rose